Com ciúmes e ameaçado politicamente, Gemyl manda enfermeiros para Hosmac e Cidade do Povo. Categoria reage: “perseguidor”

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Sindicalistas em protesto contra o governo: perseguição

O secretário Gemyl Júnior mandou transferir os dirigentes sindicais João Batista e Maria de Jesus, ambos do Sintesac, que trabalham dentro do Huerb como enfermeiros. A ordem chegou por telefone, contrariando o regimento da própria Sesacre, segundo o qual os trabalhadores devem ser comunicados por escrito, com exposição de motivos.

No hospital, há uma certeza de perseguição e retaliação, já que os sindicalistas fizeram o enfrentamento ao governo nas últimas semanas contra o corte nos plantões extras da categorias e contra o projeto de terceirização do Huerb e das UPA´s.

João seria uma ameaça aos planos políticos do secretário de Saúde, que vai disputar uma vaga de deputado estadual. O enfermeiro tem grande prestígio e respeito da categoria, que já manifestou interesse em lançá-lo candidato para representar os trabalhadores na Aleac.

João Batista foi presidente da Comissão Provisória do Sintesac. Ele cumpriu plantão normalmente na noite deste domingo, na Emergência Clínica, mas foi retirado da escala para os plantões seguintes. Pela norma do hospital, esse tipo de providência é ilegal sem que haja uma comunicação oficial ao servidor. O enfermeiro foi informado que deve trabalhar imediatamente no Hospital de Saúde Mental.

Colegas de trabalho emitem apoio a João batista nas redes sociais

O seu substituto, um enfermeiro que veio do próprio Hosmac, já compareceu ao Huerb, e a sua remoção também foi feita em desacordo com a lei. A ele, foi informado que “a ordem veio de cima”. Quanto á enfermeira Maria de Jesus, ela foi removida para a unidade da Cidade do Povo. O Spate (Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares) emitirá nota de repúdio na manhã desta segunda-feira.

“É preciso respeito. O trabalhador cumpre plantões, não recebe por isso, exerce uma jornada de trabalho puxada, cobre um déficit que o próprio governo não se preocupa em resolver, e ainda é destratado dessa forma? Ou o senhor secretário rever suas atitudes covardes ou nós vamos para rua de novo”, disse a presidente da entidade, Rosa Nogueira.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. É necessário mais que paralisações para enfrentar esse pessoal do govermo que usam táticas covardes para perseguir o trabalhador. É preciso união para enfrentar a covardia!

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