Depois do calote, governo indica que pode punir profissionais em saúde que não farão plantões na virada do ano

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O gerente de Enfermagem da UPA da Sobral, André Ramos, primo do vereador de Rio Branco, Jackson Ramos (PT), emitiu comunicado que mantém a escala de plantões extras para janeiro. Nesta sexta-feira, em assembléia da categoria, os trabalhadores decidiram não realizar extras em protesto à decisão do governo de não pagar os plantões referentes ao mês de novembro. Os profissionais fizeram contato com a reportagem denunciando o que consideram assédio moral e estratégia traiçoeira de ameaça”.

No comunicado, André Ramos diz que entende “o momento de descontentamento com relação ao atraso dos plantões extras”, e avisa que a escala de janeiro já estava publicada e não será alterada. Segundo ele, não há como retificar a escala e “a responsabilidade do cumprimento de extra é a mesma da carga horária”. E conclui. “estou informando aos senhores que o não cumprimento poderá nos trazer problemas. O  objetivo não é causar polêmica, só estou informando por que há um movimento de entrega dos extras no dia 01/01”.

O movimento a que o gerente se refere é a decisão dos trabalhadores que não cumprir plantões a partir do dia 1º de janeiro.

Os advogados dos sindicatos ligados à saúde já foram comunicados. Na verdade, o movimento sindical já aguardava esse tipo de comunicado.

Os trabalhadores não são obrigados a cumprir plantões extras desde que a escala não tenha sido fechada. Neste caso, os técnicos, auxiliares e enfermeiros estão se preparando para uma possível retaliação administrativa.

Metade da capacidade de atendimento em todos os hospitais públicos e UPAs do Acre será reduzida no primeiro dia de 2019, quando, as unidades geralmente têm movimentação fora do normal.

 

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