Motoristas do Samu rejeitarão plantões emergenciais para forçar governo a chamar concursados

Motoristas concursados sabem o que é esperar ser chamado para trabalhar

Os motoristas do Samu no Acre decidiram que não aceitarão mais entrar na escala de plantões emergenciais. O acjornal.com publicou reportagem, nesta quarta-feira, enumerando o risco que correm os condutores ao assumirem jornadas de trabalho degradante que chega a 24 horas ao dia, sem descanso. Os motoristas estão escalados para serões extras durante todo o mês de setembro, pois a escala é feita pela direção do Samu com uma antecedência proposital. A partir de outubro os condutores não serão mais vistos nas escalas além de seus plantões normais. Os trabalhadores, segundo a lei, não são obrigados a aceitar a escala, que rende apenas R$ 59,00 por 12 horas de trabalho. Para cada três plantões de meio dia, dois motoristas deixam de ser chamados.

“Nós estamos solidários aos colegas que foram aprovados no concurso de 2014 e ainda não foram chamados para trabalhar. Achamos que há vaga para muita gente. Se o governo pode pagar extras ele pode muito bem remunerar mais um grupo de motoristas”, disse um trabalhador. A direção do Samu, habitualmente, faz retaliações a quem se manifesta publicamente sobre os problemas internos.

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