O legado de Jorge Viana merece respeito

Olho vivo, porque o rolo compressor de Jorge Viana está a caminho. Ninguém em sã consciência ousaria afrontar uma figura pública que não costuma colecionar desaforos tão inoportunos, desnecessários, afrontosos, tampouco vindos de uma casta de pirralhos aos quais a ingratidão lhes é peculiar. A “Democracia Radical” do PT no Acre poderia ficar sem o que está por vir.

Viana, bem ao seu estilo, decidiu respeitar a insurgência, embora não a aceite, afinal não há prudência na radicalização instruída pelo articulador Francisco Nepomuceno, o “Carioca”, abençoada pelo mandatário maior do Acre, e seguida por franco atiradores sem causa.

Do lado de lá está a suposta ala funcional petista, porém o comando do diretório estadual, bem como a detenção de carguinhos espalhados pelo interior, são farelo. O senador tem como arma o cidadão ciente e consciente – uma popularidade fidelizada que se soma ao fato de ser ele o político mais venerado inclusive nas redes sociais.

Não se pode desprezar mais de 100 mil seguidores orgânicos (espontâneos) no Facebook e outros 52 mil no Twitter. Quem é o verdadeiro outorgante do poder senão o povo? Espanta, portanto, que não atentem para o óbvio. Jorge Viana não é jogador. Ele é estrategista e, ao seu favor, pesa, e muito, a sua capacidade natural de mobilização de massas. A diferença é grande.

É contraproducente trabalhar para que um parlamentar apagado como Daniel Zen se torne estadista. Se há, de fato, um quadro de capacidade técnica e poder de articulação nas hostes petistas, este não é, definitivamente, o conhecido “deputado do cotoco”. Num cenário conturbado, em que a memória popular permanece inabalada, é golpismo defender a pré-candidatura de um ser que, todos se lembram, pouco ou nada fez pela categoria que o elegeu: os educadores e funcionários de escola. Persistir no erro é burrice!

Jorge Viana não está morto, e quieto ele não vai ficar. É a tábua de salvação da própria DR petista. Não enxerga quem não quer.

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