Polícia Federal recolhe provas de suposto esquema que elegeu vereador Railson Correia

Agenda em poder da PF mostra “santinho” do candidato com nomes de pacientes selecionados para “ganhar” consulta em troca de voto

A Polícia Federal recolheu provas do um suposto crime eleitoral que elegeu o vereador Railson Correia (PTN), nas eleições de 2016. São anotações de consultas médicas agendadas pela desempregada Elias Regina. A mulher recebeu os agentes federais em sua residência, na manhã desta terça-feira, e entregou todos os agendamentos que ela mesma fez na rede pública de saúde em nome de pacientes que deveriam votar em Railson. “Colaborei e vou colaborar mais ainda. Esses documentos só servem para a polícia”, disse.O vereador é irmão do deputado estadual Raimundinho da Saúde, do mesmo partido, que também preside a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Acre. A PF ouviu a denunciante, que confirmou ter sido orientada pelo então candidato em troca de um emprego depois das eleições.

Elis confirmou o esquema, e foi questionada pelos policiais sobre parentes e cabos eleitorais de confiança do vereador, a maioria deles com cargos no Depasa. O jornalista Assem Neto fez a denúncia que provocou a investigação federal, no dia 4 de maio. O promotor eleitoral Admilson Oliveira e Silva, da 1ª Zona Eleitoral, disse á época que “há indícios de crime eleitoral”. Ele recebeu os documentos.

Diálogos de Elis com o vereador eleito. O emprego não passou de uma grande mentira

Depois da eleição, cansada de tentar falar com o vereador eleito, Elis Regina procurou a imprensa. Ela juntou como provas, ainda, vários diálogos pelo aplicativo Whatsapp, em que Railson Correia promete recebê-la, mas tudo não passou de promessa. A mulher só foi procurada após a publicação da reportagem. Irmãos e um sobrinho do vereador estiveram na sua casa, e fizeram ameaças. Elis procurou a polícia. O delegado do caso orientou a denunciante a informar a polícia qualquer tentativa de aproximação por parte do vereador, do deputado e de seus parentes.

Um agente federal disse que “algumas pessoas” serão intimadas a contribuir com a investigação. Sem dar detalhes, o policial afirmou que não sabe informar se o vereador já foi citado

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