Diretor do Tribunal de Justiça do Acre é condenado por assédios moral e sexual

Abud, diretor do TJ, permaneceu no cargo desde o início.

O Juizado Especial Cível de Rio Branco condenou o diretor de Gestão Estratégica do Tribunal de Justiça do Acre, William Abud de Castro Garcia, a pagar R$ 8 mil em indenização a uma ex-estagiária do TJ por prática de assédio moral e sexual. A moça trabalhou por 8 meses sob o comando direto de William. O Boletim de Ocorrência 1352/2016 deu origem a uma queixa-crime. A estagiária narra “cantadas” diversas, em elevado grau de constrangimento, em que os seios da vítima eram alvo de comentários paralelos entre os funcionários homens do mesmo setor onde ambos trabalhavam. A estagiária, por meio de uma banca de advogados contratada, fez um pedido inicial de R$ 35 mil em indenização. William permanece no cargo. A defesa de William alegou que as alegações constantes na queixa-crime formalizada pela estagiária na delegacia de polícia foram feitas “por vingança”.

Entenda o caso

Trecho da denúncia contra William Abud

As investidas de William, segundo relato da estagiária, seriam, basicamente, as seguintes: “Não consigo me concentrar e olhar no seu rosto, porque eu já baixo para olhar teus seios. Eu vi aquela foto que você postou com seus dois melões (seios). Eu e os meninos toda semana nos reunimos para comentar suas fotos de Facebook. Viajei para o Rio de Janeiro e você perdeu de viajar comigo com tudo pago e ganhar presente de marca porque você ficou conversando com os meninos (do setor)”. William teria, segundo a denúncia, negado o direito da funcionária de ter acesso ao banheiro, lhe informando que seu horário de trabalho era reduzido, não tendo a mesma que perder tempo “indo ao banheiro”.  O TJ, no entanto, confirmou, à época, que o diretor de Gestão Estratégica responde sindicância. A estagiária questiona o fato de William não ter sido afastado do cargo. Ela não quis gravar entrevista.

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