Ney Amorim busca saída junto ao TJ e MP para evitar expulsão de 500 famílias rurais em Xapuri

O deputado Ney Amorim, presidente da Aleac, já articula junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça uma tratativa para evitar a expulsão de 500 famílias que habitam terras rurais no município de Xapuri. São, na verdade, trabalhadores que vivem da lavoura de subsistência, mas estão ameaçados de expulsão devido a liminares expedidas pela Comarca de Xapuri em favor de fazendeiros. Ney Amorim assumiu o compromisso de reunir com a desembargadora Denise Bonfim e o procurador Oswaldo D´Albuquerque. “Havendo uma saída para o problema, nós iremos fazer o possível. Nessa agenda não envolve apenas terras, vidas”, disse o deputado ao lembrar audiência que teve com o desembargador Roberto Barros e o juiz Luís Camolez, na última semana. O parlamentar suspendeu a sessão desta terça para receber e ouvir os produtores rurais.

O presidente da Aleac tenta confirmar, já nas próximas horas, uma reunião com membros da Comissão Agrária da Aleac, promotores de justiça e magistrados. “Tem decisões que estão sendo tomadas com base na lei, mas não são justas. Vocês têm a nossa solidariedade, o nosso apoio”, disse Ney Amorim, referindo-se a decisões liminares que já foram prolatadas em favor dos fazendeiros.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, Francisco de Assis Monteiro, falou o momento vivenciado pelos trabalhadores rurais. Ele pediu uma atenção urgente do poder público para a questão. “Nos deparamos com a situação onde vários companheiros estão sofrendo ameaças de serem expulsos de suas posses, devido a ações que têm sido impetradas por fazendeiros. Com base em todo aquele contexto em Xapuri com a morte de Chico Mendes, essa questão agrária tinha amenizado, mas essa situação voltou à tona. O nosso objetivo é trazer essas questões até as nossas autoridades. É uma preocupação do Sindicato e precisa ser uma preocupação das autoridades também”, diz o sindicalista.

Em pronunciamento, o produtor rural Messias Silva, do seringal Nova Esperança, disse que os agricultores de Xapuri serão julgados sem ter ao menos a chance de se defender. “Nossa liminar já é para amanhã, se eu for despejado da minha terra o que eu vou fazer? Onde vou colocar o pouco gado que eu tenho, meus porcos e minhas plantações? O que está acontecendo com a gente é injusto, nem as nossas testemunhas foram ouvidas durante o processo. Como eu vou ser julgado se eu não tenho sequer o direito de me defender? ”, questionou.

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