PRF anuncia fim das blitzen e alerta para aumento da criminalidade e acidentes nas estradas federais do Acre

Tudo que um criminoso queria acaba de acontecer, com um impacto lamentável, em especial, no Estado do Acre, por ser fronteira com dois países produtores de cocaína e, como se sabe, corredor para o tráfico de entorpecentes. As barreiras comuns nas BR´s 317 e 364 não mais serão vistas. O patrulhamento ostensivo está rigorosamente reduzido e os patrulheiros orientados atender apenas acidentes com vítimas, quando acionados. Os policiais ficarão na base. A energia e o consumo de água devem ser economizados – por isso mesmo o expediente na PRF será corrido. Ou seja, nada irá funcionar a partir das 13 horas. Um decreto do presidente Michel Temer forçou a tomada de decisões drásticas, em razão de um contingenciamento no orçamento da corporação. O concurso público já solicitado ao Ministério do Planejamento está em risco. Há uma necessidade de se contratar 1.300 PRF´s em todo o país, sendo que a superintendência no Acre precisaria de, no mínimo, mais 200 homens. Cada centavo deve ser economizado com a manutenção de viaturas, e o pagamento de diárias também é coisa do passado.

A nossa malha viária estará, a partir de agora, ainda mais desguarnecida. Pior que isso:  a sensação de insegurança é inevitável, como revelam as preocupações do inspetor Nélis Nilton da Cunha Silva. “Infelizmente, as ocorrências mais comuns, como acidentes e o tráfico de drogas nas estradas, tendem a aumentar. Sem a presença do nosso patrulhamento ostensivo, o caminho para a criminalidade e a imprudência ao volante está aberto. Nós lamentamos tudo isso, mas devemos acatar ordens que vieram de cima. Pedimos, como sempre fizemos, que cada cidadão consulte sua consciência, desde já, e protejam-se. Esperamos que esse cenário mude o quanto antes e possamos voltar a desempenhar as nossas atividades com a determinação de sempre”, disse o inspetor.

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