Marina Silva já se articula para eleição sem Lula

De olho no eleitorado de Lula, Marina Silva já começou a mexer os pauzinhos em torno da eleição de 2018 tão logo saiu a sentença do caso triplex e o País passou a se questionar se a candidatura do petista será viável. O economista Eduardo Gianetti, um dos gurus de Marina, defendeu um cenário sem Lula em 2018 como se fosse a melhor opção para o País sair da crise política.

“É muito mais arejada para o país [a disputa ocorrer sem Lula]. Neste caso, haverá uma grande pulverização de candidaturas. Isso seria bom para o eleitorado, nos daria oportunidade de fugir de uma discussão burra e debater temas importantes. E muita gente iria se animar a concorrer”, disse.

A Folha aproveitou a deixa e perguntou se seria o caso de Joaquim Barbosa entrar na corrida pelo Palácio do Planalto, ao que Gianetti respondeu: “Como cidadão torço para que os dois, Marina e Joaquim, estejam juntos, só não sei em que formato, quem encabeçando chapa. Ambos são exemplos eloquentes de pessoas desfavorecidas que abriram portas por meio da educação.”

E continuou: “É um sinal oposto ao de Lula, que sempre passou a mensagem de que, se você for esperto, não precisa se educar. Que basta saber driblar. Isso não foi bom para o país.”

O economista projetou que o cenário com Lula em 2018 seria “envenenado” pela disputa entre o petismo e o anti-petismo, personalizado nas figuras de Jair Bolsonaro ou João Doria Junior.

Para Gianetti, contudo, o interessante é que, independente do mérito, a decisão sobre a viabilidade eleitoral de Lula seja dada em julgamento do caso triplex no TRF-4 antes de agosto de 2018. Depois disso, “é tarde”, disse.

“A campanha precisa começar com isso resolvido, com ou sem Lula habilitado, para desanuviar o ambiente. O país está numa encruzilhada crítica, vamos nos perder num labirinto se ficarmos sem essa resposta”, acrescentou.

“Espero que os magistrados tenham o bom senso cívico de que não é possível protelar esse julgamento”, comentou.

Gianetti ainda disse que Marina vai se cercar de nomes de peso e propôr, já na campanha, uma discussão sobre reformas política e previdenciária.

Fonte: Folha de S. paulo

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