Diarréia, turbeculose, hepatites e malária: no Acre, taxa de mortalidade de crianças indígenas é maior que a do conjunto da população brasileira

O depoimento do cacique Ninawá Huni Kui, principal líder indígena do Acre e membro do Conselho Estadual de Saúde, a pesquisadores da USP, expressa sua preocupação com as crianças das tribos indígenas. A taxa de mortalidade infantil entre os índios é exponencialmente superior à do conjunto da população brasileira. De acordo com o pesquisador, embora não haja informações fidedignas sobre a situação, alguns dados fornecidos pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e pela Pastoral da Criança, de 2003, mostram que existe uma significativa diferença na taxa entre as duas populações: cerca de 115%.

O cacique Ninawá falou sobre as principais enfermidades que vitimaram as crianças de sua aldeia e da falta de infraestrutura nas terras indígenas. “Não há postos de saúde nem medicamentos.” Alguns adoecem e morrem em decorrência de doenças que já foram controladas no Brasil, como diarreia, tuberculose e malária. A hepatite A, por exemplo, que está relacionada à água e a alimentos contaminados por falta de saneamento básico, tem se alastrado com facilidade na comunidade.

Ele se referiu também a outras enfermidades que, por não terem diagnóstico e tratamento adequados, têm levado muitas crianças ao óbito. Foi o caso de 22 mortes registradas em curto espaço de tempo no município de Santa Rosa (AC). As mães relataram sintomas de diarreia, vômito, dores nos pulmões e febre alta.

 

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