Policial acreano acusado de ajudar bolivianos no sequestro de trabalhador deve ser mantido preso, decide Câmara Criminal

Familiares do trabalhador rural fecharam a fronteira após sequestro

O agente de Polícia Civil Maicon Cézar Alves Dos Santos deve continuar preso preventivamente sob a acusação de abuso de autoridade, disparo e porte de arma de fogo, invasão de domicílio, lesão corporal, organização criminosa, sequestro e prevaricação. Assim decidiu a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. Maicon teria auxiliado policiais boliviano no sequestro do trabalhador rural Sebastião Nogueira do Nascimento, no dia 11 de fevereiro de 2017, quando foi deflagrada a operação ‘Pátria Amada’ do Ministério Público e Polícia Federal. Outros três bolivianos foram identificados como autores do sequestro. O trabalhador rural era acusado de sequestrar o filho de um senador boliviano. À época, houve protestos dos familiares do trabalhador, que chegaram a fechar as pontes da Amizade, em Epitaciolândia, e a Wilson Ribeiro, em Brasileia.

A decisão, que teve como relator o desembargador Elcio Mendes, derruba argumentos da defesa, de que a prisão do agente de polícia foi ilegal. O juiz apurou que houve tentativas de intimidação de testemunhas e de combinação de depoimentos com objetivo de “atrapalhar as investigações”. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça indicam que algumas testemunhas estariam combinando depoimentos “a fim de induzir em erro a autoridade competente e atrapalhar as investigações”. A medida foi considerada imprescindível em razão da “periculosidade em concreto dos investigados e da gravidade real dos fatos imputados”.

 

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