Advogada diz que Bruno Borges foi “irresponsável e moleque”. Médico defende estudante desaparecido

Advogada opina sobre Bruno Borges

A advogada Mirian Késia entende que o estudante Bruno Borges agiu de forma “vergonhosa” ao planejar o seu próprio desaparecimento. “Irresponsável é o moleque que coloca seus pais numa situação dessas. Teve discernimento para escrever um “livraço”, pintar paredinha do quarto, aproveitar enquanto os pais viajavam, enganar a irmã…mas não saberia como fazer para publicar sua “extensa obra de arte?”, indagou a advogada ao comentar reportagem do acjornal.com em que a polícia dá 99,9% de certeza de que o estudante planejou tudo (veja aqui).

O médico Carlos Eduardo Alves Batata, que trabalha no Hospital das Clínicas e afirma estar usando um Iphone que Bruno Borges receberia de presente do pai, sugere que o estudante leva uma vida simples. A advogada, no entanto, insiste na crítica ao comportamento questionável de Bruno. “Tinha (ele) que fugir? Se esconder? Dar susto nos únicos que o amam de verdade? Colocar até a polícia na história? Acho que não é só a Polícia que acredita que ele saiu de casa de forma voluntária, espontânea e planejada. Talvez, esteja esperando “bombar” como Best Seller para voltar para casa”, opinou a advogada.

“Você conhece o Bruno? Você sabe onde ele está?? Você sabe porque (ele) fez isso?? Se não sabem tem que aguardar o desfecho pra opinar, antes de emitir comentários irônicos e ofensivos ao rapaz e a família. Este iPhone que estou escrevendo está mensagem era do Bruno. Sabe por quê? Porque o pai dele me vendeu, porque o Bruno não se interessou. Ele andava de bicicleta e tinha um celular que só recebia e fazia chamadas, do mais simples possível”, rebateu o advogado que, em sua rede social, faz divulgação insistente da obra deixada por Bruno Borges e se diz amigo da família.

Médico Carlos Eduardo pede o “desfecho” do caso antes de emitirem “opiniões ofensivas”

“Sendo uma criança, era possível dar um desconto, mas um adulto é vergonhoso agir assim. Nessas horas tem um ditado antigo muito verdadeiro: “Um pai é para dez filhos, mas 10 filhos não é para um pai.” Ou seja, por capricho o irresponsável tá colocando a família para “morrer” aos poucos de angústia e tristeza”, por um capricho!!! Capricho mesmo!!!”, disse Mirian Késia. “Um autor que age dessa forma, nunca ganharia meu respeito, porque sua forma de influenciar é péssima, vergonhosa e autodestruitiva. Jamais, jamais um livro desse entraria na minha casa ou se tornaria algum tipo de referência para aqueles com quem devo cuidado”, continuou. A advogada não acredita em autopromoção da família com a publicação do livro.

“Acho que eles estão assumindo que o filho montou esse esquema de marketing, tal qual foi divulgado lá no início do desaparecimento dele.
Pior de tudo é ele saber da angústia da família e manter esse plano”, concluiu. “O porque que Bruno fez isso precisa ser entendido. É só ele quem poderá explicar quando ele aparecer”, defendeu o médico.

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