Henrique Afonso, que atacou o “projeto vencido do PT” e criticou “abandono” aos municípios pelo governo, já não defende a alternância de poder e volta para casa

Ex-deputado volta á Frente Popular

O ex-deputado federal Henrique Afonso não concorda mais com a tese da alternância do poder. Seu discurso era esse três anos atrás, quando decidiu apoiar o então candidato ao governo do Acre, Márcio Bittar (PSDB), após ser derrotado, em primeiro turno, como candidato a vice de Tão Bocalom. “Entendo que alternância de poder é necessária para que a gente possa trazer novos ventos e melhores dias para o povo acreano”, comentou ele á época, questionado sobre o fato de estar no PV, partido que apoiou a reeleição de Tião Viana, mas declaradamente puxador de votos para a chapa tucana. A conveniência política em detrimento do interesse coletivo comprovou-se com o surpreendente retorno de Henrique Afonso à Frente Popular, em ato informal no gabinete do governador Tião Viana, aberto apenas para os fotógrafos oficiais do governo.

Os de boa memória (isso não é privilégio da maioria dos eleitores) lembram de declarações politicamente corretas do ex-deputado no calor da campanha passada, quando o PT e a Frente Popular lhe causavam certa repugnância. E disse ele ao jornalista Nelson Liano: “acho que a gente hoje vê o Acre e, especialmente os municípios, como Cruzeiro do Sul, em estado de abandono. Esse projeto da FPA está vencido do ponto de vista dos pilares fundamentais que faziam parte da sua agenda, eles se perderam. Infelizmente não têm dado respostas aos problemas.

Hoje o que nós estamos vivendo são os transtornos provocados por esse projeto que, se Deus quiser, nós vamos ter mudanças profundas na política do Acre, em 2018”, disse Afonso quando era candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul, no ano passado, exatamente pela PSDB. Deus, aliás, é a quem se apega o presidente do PSL (a noiva sigla de Henrique Afonso), Pedro Longo, diretor-geral do Detran. “Por seu histórico de político ético e com fortes bases no segmento evangélico”, avaliou o presidente da legenda referindo-se à nova aquisição.

 

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