Sindicato questiona qualidade do colete usado por vigilante executado em maternidade de Cruzeiro do Sul

Demonstrativo da resistência do colete balístico comercializado no país

O colete que o vigilante José Francisco Constantino da Costa usava não seria de boa qualidade. A suspeita é levantada pelo presidente do sindicato da categoria, Nonato Santos. O material que, em tese, deveria suportar até tiro de pistola ponto 40, cedeu aos disparos de uma arma cujo calibre é bem inferior. O artefato é fabricado com material cinco vezes mais resistente que o aço. O Ministério Público receberá um dossiê com informações detalhadas.

“Tem uma equipe nossa levantando as informações. Já sabemos que o colete não estava vencido. Resta saber exatamente a qualidade desse material. Ainda é cedo para afirmarmos que a vida desse trabalhador poderia ter sido salva”, opinou o sindicalista. A reportagem não conseguiu apurar se os coletes fornecidos por empresas de segurança são os mesmos comprados pelo governo e usados pelos policiais civis, militares e agentes penitenciários.

José Francisco Constantino era funcionário da empresa Protege e tinha 36 anos. Ele foi rendido por dois bandidos na noite de quarta-feira (26), na Maternidade de Cruzeiro do Sul, onde fazia a segurança do local. Morreu após ser atingido no tórax e abdômen.

O gerente Rondinelli, da Protege, não atendeu ás chamadas feitas pela reportagem.

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