Comando do Exército foi alertado sobre possível suicídio dos pais de Bruna Borges. Corpos estavam no mesmo lugar que jovem se matou e casal deixou cartas

Márcio e Claudineia teria cometido suicídio

O subtenente Marcio brito e sua esposa, Claudineia Borges, teriam cometido suicídio por volta das 13 horas desta sexta-feira (28). Ele era de uma turma que ingressou no EB em 1995. Ela trabalhou como enfermeira provisória do quartel, junto ao marido, pediu baixa e foi aprovada no concurso do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Acre). Claudineu se formaria em Enfermagem no final deste ano pela Uninorte. Havia um aparelho celular e muitos bilhetes e cartas espalhados sob os corpos. Um policial informou que alguns dos escritos eram destinados a familiares que moram fora do estado. No Acre, viviam apenas pai, mãe e filha.

O militar e a servidora pública eram pais da jovem Bruna Borges, que cometeu suicídio na última quarta-feira. Os corpos estavam pendurados na mesma pilastra em alvenaria onde a filha enforcou-se, na garagem da residência. Vizinhos disseram que o portão da residência onde a família vivia, na Vila Militar Dom Bosco, Bairro do Bosque, em Rio Branco, estava trancado por dentro. A Polícia Técnica proibia a imprensa de entrar na casa e não confirmou esta versão. Uma multidão se aglomerou em torno da casa. Muitos choravam.

Exército foi alertado

Colegas de faculdade de dona Claudineia disseram à reportagem que o Comando do 4º Batalhão de Infantaria e Selva (BIS) foi informado do comprtamento “muito estranho” do militar após a morte da filha. “Ele não queria que a gente se aproximasse do caixão. Ele queria fazer um velório privado. A gente tinha certeza que isso ia acontecer”, disse uma acadêmica que pediu para não ter o nome divulgado. Outras estudantes – todas, aliás, muito emocionadas – confirmaram que não tinham contato anterior com Marcio Brito. “Éramos amigas dela. E nós tentávamos ajudar como podíamos. Nem acredito que isso tudo está acontecendo”, relatou outra acadêmica.   A assessoria do BIS informou que Márcio não compareceu ao trabalho nas últimas horas em razão do luto. O comandante-geral do BIS, coronel Wellington Valloni, convocou uma coletiva à imprensa que aconteceria ainda nesta sexta-feira.

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