Cláudio Ezequiel, petista de carteirinha e pessolista de fachada, usa o PCCR do município em campanha eleitoral antecipada, acusa sindicalista

O secretário de Administração da Prefeitura de Rio Branco, Cláudio Ezequiel, usa a bandeira do PCCR dos trabalhadores do município para projetar-se politicamente e fortalecer o PSOL na disputa das eleições de 2018. Ezequiel trocou o PT pelo Partido Socialista e Liberdade, alegando “fórum íntimo”. O secretário, que é professor, manobra para eleger um deputado estadual pessolista e arregimentar votos para o prefeito da capital, Marcus Alexandre, pré-candidato a governador. Um artigo enviado aos jornais pela Associação dos Servidores Municipais de Rio Branco diz que “a gestão Marcus Alexandre certamente deixará um legado para todos os servidores municipais”. Esta avaliação, aliás, é feita pela diretoria da Assemurb, que estaria manipulada pelo secretário. Os principais diretores da associação se filiaram ao PSOL juntamente com Cláudio Ezequiel, e fazem campanha aberta para novas filiações.

A crítica é da presidente do Sinteac, a professora Rosana Nascimento, que também preside a CUT no Acre. “O golpe nos trabalhadores está claro. O Sinteac bate na porta desse secretário desde 2013 para convencê-lo sobre as defasagens nas cláusulas financeiras e econômicas do PCCR . Esta sempre foi uma luta do Sinteac, que enfrenta resistências dessa gestão que está aí. Botaram a birra e a politicagem na frente do interesse dos trabalhadores para não avançar nas negociações. Nos estranha que somente agora, nas prévias da campanha eleitoral, e durante o calendário de filiações partidárias, a prefeitura se apresse em articular apoio a um projeto que sequer foi enviado para a Câmara de Vereadores”, disse a sindicalista. Segundo ela, a saída de Ezequiel do PT é uma fachada. “Ele permanece na base do PT, como sempre esteve, mas agora com uma missão pouco republicana de atrair reforço á Frente Popular, mesmo que para isso use mecanismos rasteiros”.

Ezequiel e toda a equipe de Marcus Alexandre jamais foram simpáticos ao PCCR por segmento. Mas ele mudou de idéia. “Ainda na campanha, o prefeito prometeu o PCCR para os fiscais. Criou uma expectativa enorme em todas as repartições. Foi eleito e não cumpriu o prometido. Em Marco deste ano, o PCCR dos fiscais do município estava pronto para ser votado a câmara, mas o secretário Cláudio Ezequiel chamou alguns sindicatos e orientou que criassem um comando sindical excluindo o Sinteac e os fiscais, que não aceitaram vender a pauta”, revelou Rosana. “Ressuscitaram a idéia do PCCR por segmento. Eles só entendem de fazer politicagem”.

A manobra do secretário com alguns dirigentes sindicais desconsidera a necessidade de reposição salarial pelo índice inflacionário e o vale alimentacão até que o PCCR seja aprovado. Esta proposta vem sendo sustentada pelo Sinteac desde 2013, e a prefeitura não dá a devida importância. “Eles não vão dar reajuste. Talvez anunciem algum aumento somente em 2018, ano eleitoral, para beneficiar o Marcus Alexandre”, entende a sindicalista Rosana Nascimento.

“Nada garante que esse PCCR será aprovado no final do ano, como é anunciado pelo município”, completou a presidente do Sinteac.

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