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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Caminhoneiros alertam para desabastecimento de gás, combustíveis e alimentos no Acre. Empresários cobram a Ponte sobre o Madeira

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Gás, combustíveis e alimentos. É imensurável a quantidade de mercadoria “encalhada” na BR 364, sentido Porto Velho-Rio Branco, devido à lentidão na travessia pela balsa sobre o Rio Madeira. Órgãos fiscalizadores de Rondônia notificaram a empresa responsável pela operação da balsa para suspender a atividade de uma draga que fazia escavações com o objetivo de melhorar o embarque e desembarque das carretas. O Governo de Rondônia vê risco de danos ambientais, e não levou em conta o risco de desabastecimento no estado vizinho, em especial nas regiões mais remotas como o Vale do Juruá. Os operadores da balsa dizem que a capacidade de caminhões tanque e carretas caiu de 12 para quatro por travessia. “Quanto maior o peso, maior o risco de a balsa atracar nos bancos de areia. O nível do rio está crítico”, disse um operador da balsa. Os caminhoneiros entrevistados por acjornal.com fizeram o alerta: “se baixa mais ( o nível do rio) o Acre vai ficar desabastecido (veja o vídeo).

Em Rio Branco, houve filas na manhã desta segunda-feira em pelo menos três postos. O do Bairro Conquista opera com apenas uma das quatro bombas. “Vai dar até a noite o estoque que temos aqui”, disse um frentista. No autoposto Parati, a gerência comunicou que os carregamentos previstos para esse final de semana também não chegaram. O autoposto Village, na Rua Antônio da Rocha Viana, decidiu fazer compra direta da Petrobrás em Rio Branco, para não depender do transporte terrestre – pelo menos nesse momento. A Petrobrás no Acre não comentou o assunto.

 

Por meio de nota, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) esclarece que não há risco, no momento, de desabastecimento de combustíveis em virtude do baixo nível do rio Madeira. “Informamos que há sim, um atraso com média de 24 horas na travessia das carretas que trazem os produtos, devido o engarrafamento na balsa. Com isso, eventualmente, alguns postos podem ter o estoque reduzido, mas que não deve ultrapassar a um dia, no máximo, para normalizar a situação. Ressaltamos mais uma vez, que risco de desabastecimento não há, por enquanto. Esse é mais um momento importante para cobrarmos das autoridades celeridade na obra da ponte sobre o rio Madeira. Construção essa que tardou a iniciar e que precisa de agilidade para ser concluída”, diz o presidente da entidade, Delano Lima e Silva.

A Fogás informou que se só se manifesta por e-mail. A reportagem enviou correio eletrônico pedindo informações sobre como a empresa está lidando com a questão.




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