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segunda-feira, junho 21, 2021

Sobre mortes, mentiras, política e má fé

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Recebo telefonema de uma mãe aflita, a pedir “pelo amor de Deus”, que alguém tenha coragem de repor a verdade diante de mentiras plantadas pela Segurança Pública do Acre. De fato, o enfrentamento à criminalidade está politizado e as consequências para famílias de bem são terríveis. Negam os ensinamentos do Direito Penal, para o quem “sem provas não se denuncia por convicção. Explico:

É nojento o sujeito que, investido no cargo de agente de segurança, responsável por manter a ordem e combater injustiças, simplesmente trate a todos como membros de facções. Se morreu, era da organização criminosa. Se matou, pertence a ela. Se há chacinas, troca de tiros, invasões, execuções e até vias de fato de menor potencial…logo um delegado, provavelmente orientado pelo Estado, vem a público esbanjar prepotência, como se fosse capaz de desvendar crimes num estalo de dedos. Como se não trabalhasse para uma troupe destituída de vergonha, que almeja perpetuar-se no poder carregando consigo o que há de mais podre em sua história porca: o hábito de criar factóide e explorar a ignorância de uma maioria ignorante.

É fácil botar toda a tragédia na conta de quem jazz numa urna ou numa cova – não está entre nós para se defender. É desumano apontar o dedo a um defundo e, num gesto impiedoso diante dos familiares, sem apresentar provas, sentenciar o morto de novo, condenando-o mais uma vez. Ora, senhor secretário. Não é inteligente espalhar em sua imprensa comprada que toda desordem nesse estado de insegurança latente é fruto da guerra entre Bonde dos 13 e Comando Vermelho. O senhor jamais vai se livrar da sua obrigação de melhorar os indicadores da violência, do contrário irá apanha muito até a primeira semana de outubro.

Longe de mim advogar em favor de facção A ou B. A disputa pelo tráfico é real. Não parece haver espaço suficiente para dois ou mais grupos criminosos que só crescem e arrebanham jovens dos guetos dominados – onde policiais não entram sem permissão – em razão do fracasso dos milionários programas de inclusão social.

A verdade é que 56 cidadãos já foram executados em 35 dias no ano (até às 19:30 deste sábado). Foi o janeiro mais violento desde que fomos emancipados. E será o ano da matança generalizada se nossas autoridades não priorizarem a vida e deixarem de fazer politicagem às custas da dor alheia.

É chegada a hora de o governo petista ser apedrejado, esquartejado, decapitado, sepultado. Quem não tem piedade de uma mãe que acaba de perder a filha menor, e ainda a acusa – repito, sem provas – de ter tido passado desregrado – não merece respeito.

 




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