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quarta-feira, junho 16, 2021

Carta: presos do semiaberto estão no corretivo, sem água e luz, após fechamento da Papudinha

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Detentos do semiaberto transferidos da UP4 (Papudinha) para regime fechado no Presídio Francisco D ´Oliveira Conde conseguiram vazar uma carta em que denunciam a falta de energia, água, colchões e banho de sol. Ao todo, 380 deles são mantidos há duas semanas no Pavilhão G-  desde o incêndio e a execução de dois presos, em consequência de disputas entre as facções Comando Vermelho e Bonde dos 13.

A Papudinha está fechada por ordem judicial. A carta foi manuscrita no último sábado (10). A reportagem apurou que o documento saiu, realmente, de dentro do FOC, e chegou aos familiares de alguns presidiários. Muitos deles reclamam que perderão seus empregos com carteira assinada, pois não tiveram oportunidade de explicar nas empresas as razões para faltar ao trabalho.

A carta (veja a íntegra ao lado) é dirigida ao Ministério Público e às autoridades ligadas aos Direitos Humanos. “Estamos todos no corretivo, sem visita dos nossos familiares, tratados como animais”, diz um trecho da carta. Os presos afirmam que falta material de higiene pessoal – e que não têm culpa da “segurança fraca” na UP4, e alegam que muitos deles já têm direito a progredir ao regime aberto (dormir em casa).

A carta não menciona possível superlotação. O promotor Dayan Albuquerque (Promotoria de Execuções Penais) alertou que “o regime fechado já não tem mais vagas nos presídios do Acre”. A Secretaria de Segurança não tem tornozeleiras para os detentos que já poderiam progredir do regime fechado para o semiaberto. A justiça não se pronunciou ainda sobre a denúncia de que alguns presos já cumpriram suas penas.




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