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quarta-feira, junho 16, 2021

Lares: Jamyl revela que nunca foi ouvido pelo MP e governo, mesmo após descobrir esquema dentro da Sehab

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O ex-secretário de Habitação do Acre, Jamyl Asfury, revela que, em nenhum momento, foi ouvido pelo próprio governo sobre a corrupção que desencadeou a Operação Lares. Asfury foi citado pelos delatores do esquema como a pessoa que mandou investigar, identificou a fraude e juntou provas do esquema criminoso que comercializavam casas populares sob a proteção – e mando – de figurões do governo. na entrevista abaixo, concedida na noite desta sexta-feira, Asfury relata como foi a última conversa com Tião Viana e o Marcus Alexandre, reconhece haver pessoas pouco confiáveis na Frente Popular, se dispõe a seguir respeitando os opositores mas faz o alerta: “não tenho sangue de barata”. Leia

 

acjornal – O que você tem a dizer mais sobre a comercialização de casas populares?

Jamyl Asfury – Tudo que precisava ser dito foi dito naquele momento. Agora….se as providências não foram tomada, eu creio que tá na hora de passar a limpo.

acjornal – Faltou pulso do governo para punir mais envolvidos?

Jamyl Asfury – Quando eu mandei investigar e tomei conhecimento das irregularidades, eu tive as reuniões que deveria ter, inclusive com a Márcia (Regina, chefe do Gabinete Civil). Eu estava como secretário da pasta e a notícia que eu tive é que eles abriram inquérito para, segundo eles, investigar mais a fundo. O que me estranhou foi o fato de eu não ter sido ouvido dentro desse processo. Eu te pergunto: como uma pessoa que desencadeia a investigação no âmbito da Sehab, constrói as provas contra a maior parte dos criminosos já identificados e nunca foi ouvido? Nem o Ministério Público, nem a Polícia Civil me chamaram. Eu hoje sou testemunha colaborador na investigação da Polícia Federal. Fica uma dúvida latente. Além disso, vieram situações políticas desagradáveis como consequência da apuração que eu fiz. Foram cerca de dois anos sustentando uma situação nada boa. Não houve investigação administrativa no âmbito do governo. Eu fiz a denúncia criminal, na polícia. Eu até iniciei uma apuração interna, mas entendi que a polícia entrando no caso de uma vez poderia obter resultados mais substanciados, como, de fato, ocorreu.

acjornal – Como foi a despedida?

Jamyl Asfury – Eu falei pro Tião Viana e pro Marcus Alexandre, olhando nos olhos dele, que estava saindo da Frente Popular pela porta da frente. Eu nossa história se encerrou. Eu tenho uma trajetória política para seguir. Eu tenho lado e deixei isso bem claro para eles.

acjornal – Você leva desaforo pra casa?

Jamyl Asfury -Eu espero que haja ética, respeito a toda a história construída enquanto estive na FPA. Se alguma alegação leviana foi levantada contra mim eu vou combater isso com a verdade. Não quero dizer com isso que tenho cartas na mangas. A política é muito sorrateira, estamos em ano eleitoral e nós sabemos que há alguns quadros da Frente Popular que não se controlam e mentem compulsoriamente. Eu sou cristão, quero respeitá-lo, sempre, mas não tenho sangue de barata. Espero um embate franco, uma campanha limpa, esclarecedora para o eleitor.




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