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quarta-feira, junho 16, 2021

Gemyl peita MP, chama Pró-Saúde e irregulares, avança na terceirização e pode cair por improbidade

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O secretário Gemyl Júnior (Saúde) joga todas as suas cartas no apoio incondicional do governador para se eleger deputado. E com os votos dos próprios servidores do setor, muito embora isso pareça impossível. Ele chama os irregulares da Sesacre (maioria dentre os supostos 11 mil que ingressaram no serviço público sem concurso) e os 1.800 funcionários do Pró Saúde, que serão demitidos, para um encontro pré-agendado para o dia 20, próxima terça-feira, no Teatro plácido de Castro. A convocação, estampada no mural da Maternidade Bárbara Heliodora, será às 16 horas (antes do final do expediente) e está causando alvoroço nas unidades hospitalares pela sua motivação.

Em grupos restritos de Whatsapp, dos quais participam gestores de UPAs e do Huerb, a mensagem é a seguinte: “comunicado do RH quem for do Prosaude ou contrato irregular comparecer dia 20/02 as 16h no teatrao pois a empresa O.S assumirão os funcionários. Pede comparecimento dos interessados.

O edital de chamamento da Organização Social que o governo pretende homologar como futura gestora da Saúde Pública no acre está suspenso. A convocatória feita pelo secretário desrespeita as recomendações da Promotoria Especializada em Saúde (veja a íntegra AQUI). O promotor Gláucio Ney Oshiro não aceita que a terceirização avance sem ser regulamentada por uma lei estadual específica. Ele explica que todas as OS´s com problemas na justiça – e na polícia – pecaram pela falta de transparência na contratação de pessoal e na compra de materiais e medicamentos sem licitação.

O promotor, como se vê na reportagem grifada acima, deixou claro que o secretário responderá por improbidade caso viole essas regras.

A presidente do Spate, o sindicato que representa técnicos, auxiliares e enfermeiros, Rosa Nogueira, pede atenção aos profissionais, que podem ser usados num aparente curral eleitoral sem garantias de emprego e submetidos a uma possível precarização do trabalho. “O STF já decidiu que a contratação das OS´s deve seguir com transparência e ética. Qualquer movimento contrário a isso será um jogo de cartas marcadas sem segurança jurídica nenhuma aos trabalhadores. Ou o governo cria condições de legalidade ou estará usando os profissionais em saúde, mais uma vez, como massa de manobra. É ano eleitoral. Não nos esqueçamos disso”, declarou a sindicalista.




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