Em Capixaba, notas foram empenhadas quando o prefeito estava afastado, diz comissão

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Uma comissão de transição verificou que Jose Augusto da Cunha manipulou as finanças do município de Capixaba horas após ser conduzido coercitivamente à Polícia Federal e ser afastado do cargo de prefeito, por ordem judicial. Ex-auxiliares dele receberam ordens para que fossem empenhados R$ 44.7 mil em favor da empresa Biolar Importação e Exportação Ltda. Notas fiscais foram anexadas ao relatório da comissão. As conclusões do relatório foram encaminhadas à Polícia Federal, com fartas provas de corrupção.

A nota havia sido emitida um dia após o afastamento de José Cunha, quando a cidade ainda estava sem comando e ninguém estava autorizado a efetuar empenhos ou pagamentos. Outra nota emitida na mesma data (29 de agosto) no valor de R$ 7,1 mil, foi empenhada também por ordens de José Cunha, diz o relatório. O novo gestor municipal somente assumiu o comando da cidade no dia 30 de setembro.

A assessoria da Prefeitura de Capixaba entende que o ato ilegal teve a intenção de incriminar o prefeito Antônio Cordeiro da Silva.

Esta manobra, diz o relatório, também teve o objetivo de causar embaraço à Comissão de Transição, que já estava devidamente instituída.

“Tal situação, nos leva a compreender que estamos sendo intimidados por pessoas interpostas ligadas diretamente ao prefeito afastado, num total descumprimento da decisão do Tribunal de Justiça”, diz o relatório.

 

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