Presidente do PSOL, suplente de Jorge e condenado por desvio do fundo partidário, aluga carros da família para o partido

1

O presidente do PSOL no Acre, Jamir Rosas, aluga veículos pertencentes à sua família para o próprio partido. A reportagem de acjornal teve acesso aos contratos em que o dirigente pessolista faz a “cessão” de uma caminhonete L-200 4×4 de cor preta, de sua propriedade, com vigência de um ano. Outro veículo, um Toyota Ettios, em nome de sua irmã, Jane de Souza Rosas, também é “cedido”. Nos contratos, consta que o partido está obrigado a apenas fazer repassa único no valor de R$ 1.5 mil por cada veículo “cedido”, fazer manutenção e garantir o abastecimento regular dos carros. O contrato não diz como será feito o controle de horas em que os veículos estarão à disposição dos dirigentes partidários. As denúncias envolvem até a esposa do presidente, Mara Sejas Martinez, que tem nacionalidade boliviana, não está filiada ao partido mas possui influência de “proprietária do PSOL”. Um documento obtido pela reportagem (veja abaixo) revela que a mulher foi contratada e remunerada pelo partido para promover agendas políticas.

O histórico de corrupção envolvendo Jamir Rosas movimentou a pauta do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (Acre). Toda a diretoria do PSOL foi condenada a devolver R$ 29 mil – parte dos recursos (mais de R$ 53 mil) repassados pelo Fundo Eleitoral nas eleições de 2016. Veja abaixo o histórico da denúncia, o voto do juiz relator, a sentença e o acórdão do TRE publicado no Diário Oficial da Justiça.

Uma ala descontente com a gestão de Jamir Rosas ameaça denunciar a imprensa e a justiça um suposto esquema de corrupção que pode estar desviando boa parte dos R$ 580 mil repassados para a campanha do PSOL no Acre em 2018. Haveria envolvimento criminoso de alguns candidatos, em conluio com Jamir Rosas, segundo fontes consultadas pela reportagem. Jamir foi acusado de falsificar guias de filiação partidária para se eleger presidente. Documentos, vídeos e áudios estariam sendo preparados num dossiê avassalador que pode respingar na candidatura do senador Jorge Viana.

Os descontentes do PSOL sugerem que a distribuição de recursos e material gráfico também estejam sendo desiguais.  A conta dos candidatos é administrada por uma unica pessoa,  o senhor Frankcinato Batista, muito próximo ao candidato Cláudio Ezequiel, secretário afastado de Administração da Prefeitura de Rio Branco.

 

Deixe uma resposta