Prisão de diretores da Aleac leva PF a licitações fraudadas na era Sergio Petecão, Edvaldo Magalhães e Elson Santiago

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A prisão de dois alto servidores da Assembléia Legislativa do Acre, nesta terça-feira, clareou um rastro de corrupção alimentado por bilhões de reais na três últimas gestões do parlamento estadual. Todo o cruzamento de informações das operações Hora Certa e Hefesto está levando a Polícia Federal a rastrear os mesmos vícios em contratos públicos quando eram presidente da Casa o hoje senador Sérgio Petecão (PSD), e os atuais candidatos a deputado, Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Elson Santiago (PTC).

Habitualmente discreta nas investigações, a PF foi direcionada a ampliar a varredura da fraude após apreender computadores e parte de documentos ultra sigilosos. Outras provas teriam sido “apagadas” ou escondidas” pelos diretores Adalcimar Nunes e Francisco Auricélio, encarcerados a mando do juiz federal Herley da Luz. Ambos estavam na linha de frente dos contratos e licitações com a publicitária Charlene Lima, candidata a deputada federal pelo PTB e presa preventivamente desde a última quinta-feira.

A Polícia Federal confirma a ampliação das investigações, que irão retroceder aos anos 80, podendo, inclusive, respingar na administração do ex vice governador e atual deputado federal Cesar Messias. A fonte consultado pelo acjornal disse haver um “conjunto imensamente rico de provas” indicando fraudes em licitações com vícios premeditados para favorecer agências de publicidade, publicitários, donos de jornais e grupos ligados ao Marketing político. “A cada enxadada tem coisa nova”. limitou-se a dizer a fonte.

O impacto nas candidaturas do ex-presidentes da Aleac não deve ser sentido de imediato. Porém, todos devem ser convidados a prestar esclarecimentos num inquérito volumoso que começa a ser montado citando, dentre outros crimes, o peculado, a lavagem de dinheiro, a organização criminosa e a fraudes em licitações.

Dos cinco presos na última semana, dois já deixaram o presídio: a advogada Tatyana Campos, que prestava serviços à VT Publicidade, e a candidata a deputada estadual pelo PTB, Andréia Pupio, sobrinha da publicitária Charlene Lima. O sargente da PM-AC, Ed Aguiar, delator de todo o esquema, continua preso no quartel do Bope.

O juiz do caso e os delegados da PF responsáveis pela investigação ainda sustentam que não há, neste momento, qualquer político envolvido. O presidente Ney Amorim disse apoiar a investigação e deu ordens à Procuradoria Judica da Aleac para acompanhar e contribuir no que for necessário a fim de identificar os envolvidos em possíveis irregularidades.

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