Agulha contaminada por HIV fere enfermeira do Huerb em “gambiarra” por falta de material apropriado. Funcionários emitem nota

0

Uma funcionária da saúde sofreu um “acidente de trabalho”, no último dia 5, ao improvisar a injeção de medicamento a uma paciente com HIV, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). A servidora se viu obrigada a fazer uma “gambiarra” devido à falta de multivias, um material descartável, estéril, cuja função é duplicar o acesso venoso. A reportagem publica ao lado o material improvisado, um recurso usual por que a Secretaria de Saúde não repõe o estoque e sequer dar satisfação.

A funcionária acidentada está abalada ante a possibilidade de ter sido contaminada. “A mesma deu início imediato ao tratamento com retrovirais após ser notificada pela vigilância e CCIH, porém, logo em seguida manifestou processo alérgico devido a medicação, apresentando edema generalizado, a funcionária se encontrava em sua residência, quando o SAMU foi acionado e o mesmo se recusou a prestar assistência, onde ela só foi atendida, devido a um colega se prontificar em ajudá-la e levá-la ao Pronto Socorro, já que ela tinha sido regulada para a UPA”, relata a nota de repúdio.

Os trabalhadores do Sala de Emergência Clínica (SEC) emitiram uma nota de repúdio (leia a íntegra abaixo), detalhando o que aconteceu com a colega e fazendo duras críticas ao governo e à direção do hospital. Não aguentamos mais trabalhar na gambiarra por falta de material no setor”, diz a nota, publicada numa rede social da técnica de enfermagem Neiva Rodrigues. Indignada e comovida, ela diz: “é inadmissível que os gestores fechem os olhos para tudo isso”.

Nota de Repúdio

Nós, funcionários da SEC (Sala de Emergência Clínica), viemos por meio desta, repudiar o descaso que estamos sofrendo pela situação insalubre do setor na qual trabalhamos. Já não aguentamos mais termos que trabalhar nas “gambiarras” por falta de material no setor, é inadmissível que as gestões fechem os olhos para isso.
Na data do dia 05/10/18, no período da manhã, no seu exercício de trabalho, uma funcionária que não terá o seu nome revelado, se acidentou com uma agulha contaminada quando realizava a rotina de medicamentos em uma paciente soro positivo devido a uma gambiarra, pela falta de multivias no setor, a paciente estava com três bombas de infusão em apenas um acesso central (intracath), pela falta de multivias se colocam agulhas nos equipos para poder correr a medicação prescrita pelo médico.
Contudo, a mesma deu início imediato ao tratamento com retrovirais após ser notificada pela vigilância e CCIH, porém, logo em seguida manifestou processo alérgico devido a medicação, apresentando edema generalizado, a funcionária se encontrava em sua residência, quando o SAMU foi acionado e o mesmo se recusou a prestar assistência, onde ela só foi atendida, devido a um colega se prontificar em ajudá-la e levá-la ao Pronto Socorro, já que ela tinha sido regulada para a UPA.
Repudiamos também, a omissão das gestões desta unidade, onde em nenhum momento prestaram solidariedade à funcionária, que está abalada fisicamente e psicologicamente.
Que sejam tomadas medidas cabíveis para tal situação, já que, por diversas vezes entramos em contato com o Coren e o Sintesac e não obtivemos respostas dos mesmos.

Deixe uma resposta