Estrada do Amapá: buracos testam habilidade do motorista do Samu e fazem pacientes gemer de dor

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Os condutores de ambulância do Samu têm o preparo especial para todo tipo de situação no atendimento a pacientes com trauma. Mas o caminho desde a residência até o hospital está exigindo uma habilidade extra: como evitar que o paciente sofra mais ainda com os solavancos provocados pela buraqueira na cidade? “Quase impossível”, diz um motorista. Quando o caso clínico envolve hemorragias, fratura craniana ou imobilização de algum membro, o risco de morte aumenta, como relata um samuzeiro consultado pela reportagem.

Em seu Facebook, na manhã deste sábado, o motorista Charlton Menezes confirmou o tormento ao postar imagens da Estrada do Amapá, um acesso que fica ainda mais crítico a cada chuva. A foto extraída da rede social do condutor do Samu revela o enlameado bem em frente a um motel e por trás do prédio do Corpo de Bombeiros, caminho obrigatório no atendimento de emergência a pessoas que moram naquela localidade. Com as chuvas, fica difícil prever a profundidade dos buracos que se alargam com o tráfego constante de veículos (e pela ausência do poder público).

“Quando transportamos alguém com trauma é que a população mais enxerga onde tem buracos, pois o transporte precisa ser lento e minucioso ao desviar de buracos. A cada pancada dentro de um buraco o paciente geme de dor e a situação pode se agravar”, relata o servidor público. “Temos a impressão de que tá pior que muitos ramais”.  Segundo ele, o cuidado deve ser tamanho que são necessários cerca de 10 minutos para percorrer mil metros.

 

 

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