Saiba por que porta voz de Tião Viana é chamado de “porta salários”

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Há alguns meses, quando a temperatura da pré-campanha começava a subir, o jornalista Tião Maia, que responde por um site noticioso do Juruá, estabeleceu o fim da indigesta amizade com o porta voz do governador. Havia atritos incontroláveis entre ambos, por razões financeiras difíceis de serem contornadas envolvendo verbas publicitárias. Contenda que mais tarde foi resolvida – não sem antes vir à tona um disparo certeiro no esquema que premeditada e impunemente incha a folha do estado. “O Tião Viana não tem um porta voz. Tem um porta salários”, atacou o desafeto de Léo Rosas. “Em dezembro a família levou pra casa quase cem mil reais em salários, entre ele, a mulher, filhos e adjacências”.

Pois bem. As adjacências não reveladas à época são listadas a seguir: são todos primos de Leonildo Rosas e irmãos do assessor especial do governador, Lúcio Alexandre Rosas Cavalcante, um dos cargos mais, digamos…..confortáveis em matéria de trabalho, com salário dos mais cobiçados da administração petista: R$ 19 mil mensais. Edmilson Rosas Cavalcante, lotado como apoio administrativo mas com cargo em comissão CEC 7 e salário mensal de R$ 7.6 mil ao mês. Marcelo Rosas Cavalcante: trabalha no Raio X do Hospital Regional do Juruá, é técnico em radiologia, com salário mensal de R$ 2.1 mil; Charles Andre Rosas: é professor e coordenador de Educação do Governo do Acre no Vale do Juruá, com cargo comissionado equivalente a uma CEC 7, e salário polpudo de R$ 7,7 mil mensais.

Eles são primos do porta voz Leonildo Rosas, obstinado em defender não ao governo, mas a imagem pessoal do seu chefe que nomeia e exonera, o governador. Seu rendimento bruto mensal: R$ 21 mil, três vezes mais que a remuneração de servidor do INSS cedido ao Estado.

O acjornal aprovou a pauta sobre os cargos acima pelas razões mais óbvias: após as eleições do último domingo, já foram exonerados 35 cargos comissionados. Os decretos não esclarecem as razões, como não foram esclarecidos os critérios pelos quais tanta gente entrou no governo antes de o PT sucumbir nas urnas. Ademais, é flagrante a acomodação de servidores com parentesco primário com assessores de primeiro escalão, posturas que ignoram a obrigação de zelar pela administração pública.

Por fim, é fático lembrar que o governo, na contramão de seu discurso moralizador,  apontou o dedo e sacrificou com demissões sumárias, mais de 2 mil trabalhadores da saúde nos últimos nove meses, sob o argumento de que estaria no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, quando a familiocracia impera no reino vianista.

 

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