O tenente coronel Cleyton de Oliveira Almeida, sub comendante do Corpo de Bombeiros do Acre, preso por agredir a companheira no dia 25 de agosto deste ano, foi “condecorado” pelo Governo de Rondônia com o Grau de Comendador. A honraria, uma das mais altas ofertadas a um oficial militar, foi concedida pelo governador Confúcio Moura, exatamente 30 dias após o escândalo noticiado com exclusividade pelo acjornal (veja AQUI reportagem completa). Ele retornou das férias na última segunda-feira (8).

O que chama atenção é a impunidade no caso do oficial. O comandante-geral, coronel Batista, informou à reportagem que “não houve denúncia ou pedido formal de investigação para este caso” (ouça abaixo). Contrapondo a informação dada pelo comandante, a Vara de Violência Doméstica do Ministério Público comunicou que houve uma manifestação do MP, com a remessa do processo à Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Já o corregedor, coronel Santos, admitiu que a documentação com pedido de apuração dos fatos chegou ao Comando geral – numa declaração que contraria o que havia dito o comandante-geral (ouça abaixo).

 

Na própria Corregedoria, um grupo de mulheres militares chegou a pedir uma investigação para apurar responsabilidades do coronel. Cerca de 30 bombeiras participaram do encontro. Elas chegaram a sugerir uma nota de repúdio à agressão cometida pelo militar, publicada em todos os jornais do Acre. Hoje, a corporação está extremamente dividida. As soldadas apóiam a vítima.

Por outro lado, um grupo com a maioria das sargento estariam defendendo a índole do subcomandante, como se desclassificassem as provas anexadas ao processo – laudos do Instituto de identificação, confirmando as agressões, dentre outras. As que pedem justiça contra o militar lembram o 1º Encontro de Mulheres Militares da Corporação, realizado em 27 de junho, portanto bem antes de o subcomandante ser preso. Naquele momento, houve consenso de que a violência contra mulheres – seja a vítima militar, seja o agressor militar – não ficaria impune.

 

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