Walter Prado sugere recolher suspeitos das ruas após às 22h, e alerta: comando para crimes hediondos no Acre vem dos presídios

0

Uma semana se passou e o Governo não veio a público explicar como foi possível um detento anunciar o assassinato de um rival em chamada telefônica feita de dentro do presídio para o 190 da Polícia Militar. Também não houve explicações para a comunicação, via telefone, entre bandidos e seus comparsas fora da cadeia. Nem tampouco foi explicado como duas mortes ocorreram num intervalo mínimo de 24 horas em celas distintas. O delegado Walter Prado se diz cansado de esperar por providências enérgicas, como deve ser o enfrentamento por parte das forças de segurança. Ele diz ter informações de que mais de 30 execuções foram ordenadas de dentro dos presídios neste ano.

“O problema da violência não está apenas nas ruas, mas, também, nos presídios. Todos os comandos para crimes hediondos no nosso estado partem de dentro do sistema penitenciário”, afirma o ex-diretor de polícia civil e mentor da Força Tarefa, grupamento que reduziu substancialmente a violência no Acre na última década. “Eu, sinceramente, não vejo resultado prático nas ações de combate ao crime. Repito: falta gestão, eficiência, planejamento e o cumprimento de metas. Chega de jogar para a platéia. Politizar a Segurança pública só interessa a bandido”, criticou o delegado.

Prado está contribuindo com propostas que poderão ser adotadas pelo novo governo a partir de 2019. “Bandido só respeito o ordenamento jurídico endurecido. Bandido não respeita leis. Apesar de razoavelmente aparelhado, o Estado tem, sim, condições de rastrear e chegar aos responsáveis pelo vazamento de informações que resultam em crimes. Se existem agentes públicos em cumplicidade com os criminosos, estes devem ser identificados e severamente punidos. Feito isso, devemos voltar áquilo que foi feito numa época em que os crimes, especialmente os hediondos, eram menos frequentes. Ou seja, deve-se recolher das ruas todo sujeito suspeito após às 22 horas. Eu falo de uma limpeza geral mesmo, respeitando-se a individualidade das pessoas de bens, o direito de ir e vir, mas fazendo cumprir a Lei de Contravenções Penais como ela é. Eu asseguro que, em seis meses, haveremos de dar respostas suficientemente positivas á sociedade quanto a esse clima de terror e medo que impera no Acre”, detalhou Walter Prado. “A nossa população estará mais segura quando a polícia estiver mais presente. Os criminosos ficam intimidados quando temos nossos policiais agindo com eficácia nos bairros, de maneira especial, nas periferias”.

 

 

Deixe uma resposta