Seleção para novos médicos será feita ainda em novembro

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Representantes do Ministério da Saúde e da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) se reúnem nesta sexta-feira (16) para discutir o processo de saída dos médicos cubanos do Mais Médicos, um dos programas mais conhecidos na saúde, e a entrada de novos médicos brasileiros.

A medida ocorre após o governo de Cuba anunciar, na quarta-feira, que deixaria o programa. A decisão é atribuída a declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que questiona a qualificação dos médicos cubanos.

Bolsonaro também tem manifestado intenção de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas e contratação individual.

Ele afirmou nesta sexta-feira (16) que se já estivesse no cargo exigiria um “Revalida presencial” dos profissionais cubanos que integram o Mais Médicos.

“Se fosse presidente, exigiria um Revalida presencial. Assistir o médico a atender o povo. Porque o que temos ouvido são muitos relatos de verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém”, afirmou Bolsonaro, sem detalhar como isso seria feito.

Atualmente, de 16 mil médicos que atuam no Mais Médicos, 8.332 são cubanos. A saída preocupa municípios, que temem desassistência e uma espécie de “apagão médico”, especialmente no Norte e Nordeste do país.

A previsão é que os médicos comecem a deixar o país no dia 25 deste mês e que a saída, feita de forma gradual, se estenda até 25 de dezembro.
Segundo membros do ministério, um edital para selecionar profissionais para as vagas seja publicado já na segunda-feira (19).
Em nota, a pasta informa que a inscrição e seleção dos novos médicos deve ser feita ainda no mês de novembro. Já o comparecimento aos municípios deve ocorrer logo após a seleção, informa.
Mesmo que consiga preencher todas as vagas abertas após a saída de médicos cubanos, possibilidade vista com desconfiança por especialistas, o Mais Médicos ainda deve continuar com um deficit de ao menos 2.091 profissionais nos próximos meses, conforme mostrou a Folha nesta sexta.
O valor corresponde ao total de vagas abertas desde o início deste ano com a saída de médicos que encerraram os três anos de contrato para atuação no programa. De acordo com o ministério, ainda não há prazo para reposição.

 

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