Programa do Ministério Público que inspirou Prêmio de Jornalismo está suspenso há dois meses

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O Ministério Público do Acre comete um erro grave ao tentar projetar uma falsa esperança aos cidadãos que buscam inclusão social. Uma sucessão de atropelos se evidencia a partir do Prêmio de Jornalismo lançado pelo MP na intenção de promover iniciativas que supostamente deram certo na oferta de justiça, cidadania e dignidade humana. A obra jornalística vencedora, sob o título “Cidade do Povo: Vida, morte e esperança no maior conjunto habitacional do norte do país” é inspirada numa unidade ministerial que custou muito dinheiro, mas não sobreviveu a uma suposta crise e entrou na lista de projetos desativados da gestão Kátia Rejane. Nem mesmo o Centro de Especialidade em Saúde (CES) resistiu à canetada.

Em ato assinado pela procuradora chefe, no dia 22 de outubro, o braço do MP para “assegurar a efetiva defesa dos direitos da sociedade, localizada ao lado do mercado municipal da Cidade do Povo, é listada entre os programas que deveriam fechar as portas. O ato da Procuradoria Geral de Justiça foi oficializado quando o prazo para as inscrições para o prêmio de jornalismo ainda estava em vigor.

O MP desativou a unidade ministerial que inspirou o prêmio

A unidade, criada para atender 15 mil cidadãos, foi inaugurada em 14 de julho de 2017, na gestão do procurador chefe Oswaldo D ´Albuquerque. Foi uma solenidade pomposa, com as presenças do então prefeito, vice-governadora, presidentes dos demais poderes e de entidades de classe. Seria, na verdade, um Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), do Centro de Apoio à Vítima (CAV), do Núcleo de Apoio Psicossocial em Dependência Química (Natera) e dos serviços de Promotoria de Justiça que visam garantir a defesa da sociedade e de seus interesses, dizia o comunicado do MP à época.

“Hoje estamos, não só inaugurando, como também iniciando nossos serviços permanentes aqui na Cidade do Povo”, chegou a dizer Oswaldo D `Albuquerque.

Nota da Redação

A Editoria de Política do acjornal comunica que, em nenhum instante, quis desclassificar a reportagem assinada pelo repórter Resley Saab. De fato, a coleta de informações, os personagens citados e o conteúdo geral trazidos na matéria são dignos de premiação. No entanto, não podíamos calar diante do critério usado para o julgamento, pelos motivos acima explicitados, uma vez que não faz sentido dar ampla ação de marketing a uma unidade evidentemente descartada pelo próprio promotor da premiação. Informamos ainda que não conseguimos localizar o redator responsável pela reportagem premiada, tampouco a assessoria de imprensa do MP não foi localizada para as devidas considerações. Esta reportagem foi publicada às 14:40h deste domingo.

 

 

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