O coronel da reserva Marco Antônio Palladino, da Polícia Militar do Acre, é um dos cotados para assumir a Segurança Pública. O militar tem boa aceitação da tropa e fez trabalho reconhecido enquanto comandante do 5º BPM. Deixou uma marca positiva entre policiais e comunidade daquela região antes de ser exonerado, em atitude bastante criticada pelo então comandante geral José dos Reis Anastácio, em 2012. O oficial foi acusado de insubordinação por não aceitar ordens para “apertar a escala de serviços” – determinação superior que, mais tardes, foi considerada injusta, arbitrária e prejudicial aos demais militares. Sua exoneração mereceu repúdio, inclusive, das entidades que defendem cabos, sargentos, tenentes e o oficialato.

Palladino também desenhou o que seria o novo uniforme dos militares, pouco tempo antes de se aposentar. O governo chegou a abrir processo licitatório, mas tudo não saiu do papel. Tem o perfil do militar de rua, prático, disciplinador, porém sereno.

Paladino tem a seu favor também, além da proximidade com o Major Rocha, de quem é contemporâneo na PM, a experiência como oficial responsável pela Polícia Militar no Tribunal de Justiça do Acre, onde serviu em varias gestões de presidentes da Corte, tendo se mantido próximo da desembargadora aposentada Miracele de Souza Lopes Borges, de quem é amigo pessoal. Miracele tem amizade de longa data com a família Cameli, incluindo o ex-governador Orleir Cameli, de quem era amiga pessoal e com quem sempre manteve a amizade, apesar da distância de Cameli do poder.

Sposito?

Outro cotado para assumir a Segurança Pública do Acre é o ex-superintendente da Polícia Federal do Acre e do Amazonas. O delegado Mauro Spósito aposentou em março de 2015, quando passou a compor a Segurança Pública daquele estado. O delegado federal, que é especialista  em ações contra o crime organizado, foi superintendente da PF no Amazonas durante nove anos, na década de 1990. Os próprios colegas da PF o reverenciam como o delegado mais experiente e preparado para atuar na Região Norte – além de profundo conhecedor dos crime na fronteira, e contra facções como CV, FDN e PCC. Em entrevista Rede Amazônica, há três anos, Spósito disse que não teme quaisquer retaliações do crime organizado. Admite que sempre recebi ameaças a vida inteira e não crê que será diferente depois de aposentado.

Spósito, além de conhecer bem o Acre e, principalmente, as fronteiras no combate ao narcotráfico – prendeu alguns mais célebres traficantes da região norte, incluindo muitos com ação e atuação no Acre – dentre eles Sâmia e seu marido. A mulher era piloto e, singelamente, conhecida como “Rainha do pó”.

Spósito, além disso, tem amizade de muitas décadas com o pai do governador eleito Gladson Cameli, empresário próspero no ramo da construção Civil no Amazonas.

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