Rogério Venceslau, o futuro porta voz, defende governo transparente e imprensa livre

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O jornalista Rogério Venceslau assumirá o desafio de mediar a comunicação entre imprensa, governo e sociedade, a partir de janeiro. Ele se diz avesso à censura, e entende que o Estado deve ser transparente em seus atos, respeitando a liberdade de expressão. O cargo de porta voz é um dos mais importantes na configuração de empresas e organismos públicos. O jornalista, que irá se desvincular da TV Gazeta, afiliada da Rede Record, onde apresenta programa de entrevista, falou ao acjornal no início desta noite sobre suas funções na gestão Gladson Cameli. Leia:

acjornal – Qual a sua visão sobre a comunicação institucional?

Rogério Venceslau – A transparência deve ser o norte do nosso governo. Dessa forma evitaremos muitos ruídos de informação e conflitos desnecessários. É preciso haver respeito mútuo entre governo, imprensa e sociedade. Economizaremos muita energia se seguirmos esses conceitos. É evidente que há interesses em jogo. No entanto, a imagem de um governo se constrói à medida que esse governo vai trabalhando. Eu diria que a palavra parceria, embora desgastada, se aplica sempre. A imprensa tem o dever de fiscalizar, cobrar, denunciar e elogiar quando necessário. Isso deve ser valorizado, desde que haja responsabilidade na notícia. A democracia, entendo, não se sustenta com uma imprensa omissa.

acjornal – Fale sobre censura…

Rogério Venceslau – É incabível. O governo não precisa ser truculento. Por mais que, eventualmente, nós estejamos na defensiva, nós temos obrigação de dar explicações, e reconhecer os erros se eles existirem. Liberdade de imprensa deve ser valorizada, sempre. O acjornal, o seu veículo, por exemplo, tem feito um trabalho responsável, que eventualmente também recebe criticas mas não abre mão dessa postura, até por que foi graças a isso que você construiu o seu público. Não agrada todo mundo, mas tem seu espaço. Nós daremos o devido valor a quem tem valor.

acjornal – Muita confusão foi formada com a Companhia de Selva controlando a verba publicitária nos últimos anos. Como mudar esse modelo de gerir os recursos destinados à publicidade institucional?

Rogério Venceslau – O governador já disse que a Companhia de Selva não vai trabalhar para o nosso governo. Logo, tudo que ela representa não estará no nosso governo. Eu estou na condição de convidado que aceitou o convite, mas lá na frente devemos adotar critérios puramente técnicos para valorizar prestadores de serviços de acordo com o seu alcance. O seu site, por exemplo, não chega na Foz do Breu. Há rádios do interior não alcança o público de Rio Branco. Devemos pulverizar o máximos possível para que a verba pública seja usada com justiça, atendendo ao interesse público, com o melhor custo benefício. A Internet revolucionou a comunicação. Hoje, o noticiário eletrônico tem largo alcance com baixo custo que pode ser o diferencial. Haveremos de planejar melhor esta relação. Os parceiros serão definidos de acordo com a relevância de cada meio de comunicação, seu alcance, etc.

acjornal – Habitualmente, donos de jornais chantageiam governos e negociam a informação colocando governador e até membros de segundo escalão na parede. O que você diria a respeito?

Rogério Venceslau – Chantagem é crime. E deve ser levado ao conhecimento da polícia, o ministério público e a justiça. De forma alguma iremos compactuar com isso

 

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