Opinião: juventude sem oportunidades, Acre sem futuro!

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Por Alberto Damasceno

A violência é, sem dúvidas, o problema que mais aflige a população acreana atualmente. Apesar do Acre ter um histórico de casos que se tornaram conhecidos nacionalmente, a situação ampliou-se em proporções alarmantes. A terrorizada, a população sente-se impotente diante do quadro em que nos encontramos.

Dados publicados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública confirmam o que no dia a dia passamos a nos acostumar. De acordo com o estudo, Rio Branco é a capital mais violenta do país. Em 2017, a taxa de homicídios na cidade foi de 83,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes. A capital acreana superou até mesmo cidades do Nordeste que há décadas não perdiam o status das mais violentas, como Maceió e Fortaleza.

De 2016 para 2017 o crescimento da taxa de mortes em Rio Branco foi de 35,5%. Vale ressaltar que entre os estados, o Acre e Ceará também dividem o topo dos mais violentos do país. Assim como entre as capitais, o Acre supera o Ceará.

Não resta dúvidas de que é necessário discutir a fundo o problema e que é urgente a  implementação de medidas efetivas para conter a escalada da violência em todo o Estado, com atenção especial à nossa capital onde  concentra-se mais da metade da população  e que por consequência detém o maior número de ocorrências, principalmente entre os jovens que a cada dia reforçam o exército do “Estado paralelo”, constituído por aqueles que vivem à margem da Lei,  que encontraram num cenário de vulnerabilidade social e na falta de perspectivas dos jovens, um ambiente propício para a sua inserção e domínio, sobretudo nas comunidades periféricas onde as políticas públicas de educação, esporte, lazer, cultura e qualificação para o trabalho foram ao longo dos últimos anos ineficiente e fracassaram diante da inequívoca situação vivida por todos, todos os dias.

Apenas para ilustrar, Rio Branco, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD/IBGE/ 2015 tem 94.438 jovens com idade entre 16 a 29 anos, o que corresponde a 28,10% da população.  É preciso que os governos, tanto a nível municipal, quanto estadual, reestruturem os seus organismos institucionais de interlocução e articulação de políticas públicas para juventude e realizem um chamamento urgente e inadiável aos jovens para que se integrem aos fóruns de discussões, não apenas na condição de meros ouvintes, mas como sujeitos, capazes que são,  da construção de programas e ações que reflitam as suas reais necessidades e anseios, resgatando o sentimento de cidadania e tornando-os protagonistas da construção de um da nossa Rio Branco e de um Estado de paz e oportunidades para todos.

  • Cidadão acreano

 

 

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