PSL reivindica todos os 130 cargos federais no Acre. Bocalom não aceita trabalhar “de graça”. Entenda

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O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está reivindicando os cerca de 130 cargos federais disponíveis para o Acre “por uma questão de justiça”, diz o presidente estadual da legenda, Pedro Valério. Apesar de “cobiçados” na teoria, na prática os cargos em questão não despertam interesse de alguns, sobretudo daqueles que já tiveram o trabalho de verificar os ganhos reais provenientes das funções a serem desempenhadas.
Um presidente do Incra ou do Ibama, por exemplo, não ganharia mais que R$ 8 mil brutos – o equivalente ao DAS 4, a principal remuneração de acordo com a tabela salarial dos chamados quinto e sexto escalões da União.
O principal nome da legenda para ocupar um dos relevantes cargos federais no Acre seria o do professor Tião Bocalom, candidato derrotado a deputado federal. O partido, diz Pedro Valério, incluiu seu Bocalom na lista de “prioridades”. Mas o próprio professor desistiu. E as razões são óbvias.
O professor tem aposentadoria de pouco mais de R$ 3 mil. Essa renda é somada a outro benefício da esposa, dona Beth, em torno de R$ 4 mil. Não compensa para Bocalom ter salário tão baixo, sendo que ele deveria fixar residência no Acre e precisa se deslocar ao menos duas vezes ao mês até a cidade mineira de Araguaína, onde sua esposa faz tratamento contra uma doença grave. Os ganhos dele seriam consumidos em passagens aéreas.
“Nós fomos comunicados pelo próprio Bocalom de que, para ele, não compensa. E nós achamos justo, afinal, para aceitar um cargo com esse nível salarial, é para estar comprometido com o social. Quem tem em mente fazer maracutaia pode tirar o cavalo da chuva, por que isso não será tolerado no governo Bolsonaro”, declarou o dirigente do PSL no Acre.
Para Pedro Valério, o fato de o PSL não ter sido agraciado com cargos no governo Gladson Cameli aumenta a chance de Jair Bolsonaro direcionar todos os DAS´s do Acre para o seu próprio partido. O grande problema é a concorrência com deputados federais e os próprios senadores, que, certamente, irão trabalhar para acomodar parte de sua base eleitoral.
As nomeações para o Acre devem começar em fevereiro.

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