O Serviço Reservado da Polícia Civil do Acre concluiu a investigação em que uma jornalista é acusada de obter de forma criminosa informações ultra sigilosas, restritas às autoridades da Segurança Pública. Em parecer, o promotor Getúlio Barbosa acompanha as conclusões da Inteligência da PC, segundo as quais a jornalista, em meados de 2015, “ofereceu vantagens indevidas ao servidor público” para ter acesso a uma senha do Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), a espinha dorsal da Segurança que detalha até as ocorrências mais confidenciais.

Os investigadores descobriram que a jornalista foi responsável por mais de mil acessos ao Sigo, geralmente em horários noturnos, usando a senha de um sargento da Polícia Militar do Acre. Uma sindicância da Corregedoria da PM apurou que a senha foi negociada ao preço de R$ 800,00 à época. O sargento também é réu. As informações obtidas em primeira mão foram transformadas em reportagens vendidas a sites, TV´s e impressos que circulam em Rio Branco.

O processo 0004945-83.2018.8.01.0070, que não está em segredo de justiça, alerta que a primeira suspeita de crime surgiu quando um profissional da imprensa, funcionário do Complexo O Rio Branco, admitiu a um policial civil que poderia acessar o sistema integrado. O policial deu início à investigação que chegou, dias atrás, no 1º Juizado Especial Criminal. Porém, o juiz Alesson José Santos Brás remeteu o processo para ser distribuído a uma das varas criminais da Comarca de Rio Branco. O magistrado se diz incompetente para a sentença, uma vez que o crime imputado aos réus sugere pena de 2 a 12 anos de reclusão.

Os réus apresentarão defesa tão logo o processo seja distribuído.

 

 

 

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