O membro do Comando Vermelho que, segundo a polícia e denúncias do Ministério Público, era protegido por um oficial do BOPE, a polícia de elite do estado, teve Habeas Corpus negado pela a Justiça. Agilberto Soares de Lima, o “Jiquitaia”, preso preventivamente numa delegacia de polícia da cidade, queria ser transferido para uma Unidade prisional.
A defesa alega que desde 28 de dezembro Agilberto Soares está numa cela de delegacia, sem direito ao banho de sol e sem visita intima. Ele também reclama que está impedido de ver familiares. Além disso, a esposa do preso é quem está encarregada de todos os dias levar as refeições. O advogado argumentou também que Agilberto está sendo alvo de constantes ameaças.  e, por fim, pediu que o preso, que é réu colaborador, seja transferido para a Unidade Prisional 03, destinada a detentos que cumprem pena no regime semi aberto.
Em decisão monocrática, o Desembargador Samoel Evangelista negou o habeas corpus. Ele relatou que, ao analisar o processo, não constatou a ilegalidade apontada e, nem o constrangimento ilegal.

OPERAÇÃO SICÁRIO

Foram as interceptações telefônicas, feitas com a autorização judicial, no aparelho celular de Agilberto Soares, que levaram para a cadeia o Tenente do Batalhão de Operações Especiais Josemar Barobosa Farias ( Tenente Fárias). As conversas entre o traficante e o oficial do BOPE, substanciaram o pedido de prisão preventiva do policial.
De acordo com a denúncia do Ministério Publico Estadual, encaminhada na semana passada ao juiz da terceira vara criminal, o traficante tinha uma relação promiscua com o Tenente do BOPE. O policial protegia Agilberto contra ataques de facções adversárias, dava combustível e ainda armas e entorpecente.

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