“Não era eu. Me confundiram com outra pessoa e ainda fui agredido”, diz estudante preso acusado de furar blitz

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O acadêmico de Direito Felipe Gomes Zanon nega que tenha passado pela região de Rio Branco, na tarde deste sábado, no momento em que uma blitz de trânsito estava montada. O rapaz foi preso acusado de desobedecer a ordem de parada, feita por apito e sinalização, tendo furado o cerco policial e quase ter atropelado um militar. Esta é a versão da polícia.

Mas Zennon, apontado como líder dos ateus, proprietário de uma Bros de Placa NAA 6138, de cor amarela, buscou espaço no acjornal para apresentar a seguinte versão (ouça no arquivo mais abaixo a entrevista completa, do estudante e de sua namorada).

“A moto é igual, é da mesma cor, mas não era eu quem estava ali. Eu estava me deslocando com a minha namorada. Era ela quem estava pilotando a moto. A gente ia pra casa de um amigo, ver o jogo Vasco x Flamengo. Na entrada do condomínio, o nosso destino, um policial me parou. Ele chamou reforço e disse que eu deveria voltar ao local da blitz.  Eu me neguei, claro, pois eu não sabia o que estava acontecendo. Foi quando me algemaram, me agrediram e me humilharam. O estudante registrou, em fotos, algumas escoriações pelo corpo, resultado, segundo ele, da agressão policial. Ele prestou queixa contra alguns militares e fará exame de corpo de delito.

Zanon disse que esteve no condomínio, neste domingo, viu as imagens da câmera de segurança que comprovariam a agressão policial, mas não pôde obter uma cópia. Segundo o síndico do prédio, somente com uma solicitação formal do delegado seria possível fornecer as imagens.

 

 

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