Representantes da saúde no Acre se reúnem na ALEAC preocupados com terceirização do HUERB

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O deputado estadual Jenilson Leite , vice-presidente da ALEAC que também é médico infectologista, recebeu na sala de reunião da Assembleia Legislativa os sindicatos que representam os interesses dos trabalhadores de saúde do Estado, representantes de conselhos e profissionais diversos da área de saúde, além de representantes do Ministério Público do Acre para conversar a respeito do processo terceirização do HUERB (Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco), Hospital de Brasiléia e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) que são de responsabilidade do governo estadual. Tanto o parlamentar que é funcionário de carreira do Estado, bem como os sindicalistas são contra a terceirarão do HUERB e das UPAS.

O Governo do Estado Gladson Cameli já anunciou nos meios de comunicação que vem discutindo a ideia de repassar a gestão dessas unidades hospitalares para a terceirização, debate que iniciou no governo do petista Tião Viana, mas o Projeto de Lei que regulamentava o edital de chamamento de Organizações Sociais para gerir o HUERB e UPAS foi derrotado na ALEAC pela maioria dos deputados, inclusive com o voto de Jenilson, que na época, embora sendo da base de sustentação se opôs ao projeto por não acreditar na viabilidade do mesmo, uma vez que é prejudicial aos profissionais de saúde e, principalmente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estiveram presentes na reunião o ex-presidente e atual secretário do Conselho Regional de Medicina do Acre Dr. Virgilio Prado, o promotor de justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro- titular da Promotoria Especializada de Defesa de Saúde, Guilherme Pulicci do SINDMED, Jean Lunier e o enfermeiro Adailton presidente do SINTESAC, além de outros representantes como Rosa do SPAT/AC, Enfermeira Yonara do Sindicato dos Enfermeiros, Thor Dantas, professor de medicina, das médicas intensivistas Márcia e Iris e da Médica infectologista Rosana.

O ex-presidente e secretário do Conselho Regional de Medicina-Acre Dr. Virgílio Prado disse que a reunião com o deputado foi importante, porque os conselhos de classes e representantes sindicais puderam expor seus posicionamentos, sendo que o CRM/AC preza pelo bom desempenho médico, visa proteger a população e oferecer um excelente serviço, dessa forma a posição do órgão é contrária a terceirização. “Quando o governo propõe uma terceirização ou qualquer outro tipo de ação, ele retira da unidade as melhorias. Ou seja, em vez de trabalhar pela melhoria, o governo acaba aguardando que o processo se encerre, gerando um conflito desnecessário e, também uma queda no padrão de atendimento”.

Já o promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, salientou que a Promotoria mantém a mesma linha de pensamento que teve no projeto do governo anterior, que é sempre defender o interesse da sociedade, remuneração adequada e boas condições de trabalhos aos profissionais de saúde, caso o projeto venha ser aprovado.

Jenilson Leite, vice-presidente da ALEAC, destacou que a reunião com a presença dos representantes sindicais, da Promotoria Especializada de Defesa de Saúde, dos Conselhos de Classes e outras autoridades de saúde foi muito importante, uma vez que foi possível debater essa grande celeuma entorno da terceirização do único hospital de emergência de Rio Branco, cujo assunto vem gerando preocupação aos trabalhadores e usuários da unidade hospitalar do nosso Estado. “Reunimos as autoridades em saúde para debater o assunto, porque a união e através do diálogo é possível encontrarmos uma solução para os problemas, e Casa do povo é o lugar propício”, enfatiza.

O parlamentar lembrou também que a maioria das falas dos presentes foram contra o processo de terceirização. Além disso, Leite pretende ouvir a equipe técnica do governo a respeito do projeto. “Nós não estamos aqui apenas para criticar, contudo, temos o intuito de apresentar alternativas que passe pela eficiência do serviço público, dessa forma, podemos resolver essa celeuma que é o que está acontecendo no HUERB, que é a única porta de alta complexidade em emergência do nosso Estado, na qual está a caminho de ser terceirizada, aonde podemos desenvolver uma condição como muitas que nós já vimos aí acontecer, que é a suspensão de serviços de saúde terceirizadas por falta de pagamento do Governos do Estado. Alguém já parou para imaginar a porta do Pronto Socorro fechada por falta de pagamento? ”, indaga o médico e deputado. Pretendemos sentar com o Governo Gladson e toda sua equipe, junto com os representantes da saúde para apresentar alternativas de gestão sem precisar terceirizar nosso Pronto Socorro, finaliza do deputado.

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