Gladson convida PSL para aliança com governo: “Queremos paz. O interesse público acima de tudo”.

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O governador Gladson Cameli detalhou ao acjornal, no início da tarde desta quinta-feira, a reunião que teve com o coronel Ulisses, candidato derrotado ao governo pelo PSL nas eleições de 2018. O governador confirmou convite ao partido do presidente Bolsonaro para compor no Acre. “Nos colocamos à  disposição. Queremos essa paz e a unidade dos que comungam com a nossa linha de raciocínio. Foi uma decisão tranquila, democrática, que julgo importante, principalmente por que o coronel Ulisses tem larga experiência na área de segurança e toda contribuição será bem vinda para que a gente faça o enfrentamento necessário contra a criminalidade no nosso estado”, disse Cameli. O governador entende que a governabilidade e o interesse público deve estar acima de divergências pessoais e políticas. 

O presidente do PSL no Acre, Pedro Valério, disse que Cameli formalizou convite para o partido compor a base aliada do governo. O PSL se considera “oposição” ainda. O dirigente afirmou que o coronel Ulisses, um dos principais nomes da legenda, foi quem recebeu o convite de Cameli. “Nós iremos levar esse assunto a uma plenária para decidir se iremos compor ou não com o novo governo. Se a opinião da maioria for pelo sim, a gente fará uma aliança republicana, fora do fisiologismo e de qualquer vício”, declarou Valério. “A proposta do governo precisa ser bem analisada”, concluiu. 

O PSL está em crise interna. Bocalom, como secretário geral, chamou reunião extraordinária para decidir a entrada do partido na base de sustentação a Cameli, e acabou sendo advertido pelo presidente local de que ele não teria autoridade para convocar esse tipo de encontro com os membros da executiva. O dirigente da sigla baixou ato administrativo invalidando qualquer decisão sem alheia á direção central, e denunciou Bocalom a Brasília, por “concluio”.

O ex-prefeito de Acrelândia também acionou o presidente nacional, Luciano Bivar, a quem relatou a necessidade de o PSL no Acre compor com Cameli. Abaixo, trechos da carta:

Passados mais de 100 (cem) dias da posse do Governador Gladson Cameli e do Presidente Bolsonaro, o Partido Social Liberal (PSL) do Estado do Acre, quedou-se inerte e nada decidiu no que diz respeito a integrar a base do Governador, que vem dando total apoio ao Governo Federal para fazer as urgentes reformas do país.

O apoio às reformas do país são tão urgentes que a Direção Nacional do PSL já fechou questão sobre o tema. Nenhum parlamentar desse partido pode votar contra as reformas propostas pelo Governo Federal. O PSL local vem desprezando o apoio parlamentar que Gladson Cameli está dando ao governo federal.

Preocupados com essa omissão – ausência de decisão sobre apoio do PSL ao governo Gladson Cameli – os subscritores dessa Carta Aberta convocaram uma reunião extraordinária para o dia de hoje (10.04.2019), no escopo de deliberarem se o Partido deve ou não integrar a base do governo. A convocação foi feita por 08 (oito) dos 10 (dez) membros da Executiva Regional. O Governo Federal, que necessita de base parlamentar para aprovar as urgentes reformas que o país exige, especialmente a inadiável Reforma da Previdência Social, com profunda repercussão na Previdência Social do Acre, hoje passando por grandes dificuldades, havendo temor de que, no futuro, não tenhamos condições de pagar aposentadorias e pensões”. 

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