Governo garante que UPA da Sobral é “referência para AC e região”

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Resley Saab

Da Secom

Quando aparece um problema de saúde é para a Unidade de Pronto Atendimento da Baixada da Sobral que recorre o ex-seringueiro Raimundo Alcindo da Silva. Aos 82 anos, ele tem diabetes e sofre de uma pneumonia, mas o detalhe é que a sua casa está a mais de 26 quilômetros da UPA da Sobral, no município do Bujari.

A razão de alguém tão debilitado vir de uma distância relativamente grande é uma só: a confiança no serviço prestado na unidade de saúde que já é a maior de Rio Branco em volume de serviços, com média de 400 atendimentos diários, de segunda a segunda, nas mais variadas especialidades, chegando a 500 em determinados dias.

Diferente do que alguns blogs administrados por irresponsáveis divulgaram na sexta-feira passada, não faltam garrafas de oxigênio na unidade, muito menos médicos. Também não existem avarias no equipamento de raio-X.

A reportagem manteve plantão na unidade, entre a sexta-feira, 12, e o sábado, 13, e não constatou qualquer diferença no serviço que não fosse apenas a sobrecarga de atendimentos, justamente por ser a UPA da Sobral uma referência em saúde para 19 bairros, para dois grandes conjuntos habitacionais de Rio Branco e aos milhares de moradores da região da rodovia Transacreana.

Para quem atende a uma demanda de 52% da Atenção Básica, uma atribuição que é da Saúde municipal, é compreensível que as pessoas que procuram a unidade devam ter paciência para serem atendidas.

“A gente veio para cá, porque sabemos que aqui eles resolvem o problema. De outro modo, não teríamos o mesmo atendimento lá no Bujari ou nos postos de saúde do município”, afirma, categoricamente, Marivalda de Oliveira da Silva, de 34 anos, a cuidadora do seringueiro Raimundo Alcindo, que abre esta reportagem. Enquanto concedia entrevista, ela cuidava do idoso, que tomava oxigênio.

Na sexta-feira pela manhã, quatro ‘balas’, como são chamadas as garrafas de oxigênio, estavam à disposição dos leitos da Unidade, enquanto que outras 13 permaneciam no estoque, com uma estimativa de chegar mais 20 garrafas

até as 3 horas da tarde, conforme mostrou para registro fotográfico pela reportagem, Carlos Cardoso, gerente-administrativo da UPA da Sobral.

No mesmo período de 24 horas – de sexta-feira para sábado –, dois médicos permaneciam atendendo no ambulatório, enquanto um terceiro seguia no serviço de emergência.

Atendimento com seriedade e profissionalismo

Cardoso diz que a preocupação da equipe da unidade com as pessoas é uma prioridade do planejamento diário. “Aqui cuidamos para que o estoque de medicamentos não seja prejudicado e a classificação de risco [que avalia a condição do paciente e o classifica segundo a prioridade de atendimento] é levada muito à sério por nossos profissionais”, ressalta.

Que o diga a dona de casa Rosângela Barroso, de 39 anos, que trouxe o filho, João Victor, 4 anos, para tratar de uma inflamação causada por um picada de inseto. Está internado, tomando soro e outros medicamentos num leito amplo e sob a observação de médicos e enfermeiros.

 

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