Militar que atropelou e matou mulher na Dias Martins respondia pela morte de uma criança de 11 anos

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O policial Militar Alan Melo Martins, que atropelou um casal no último sábado, matando uma mulher de 38 anos, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco, cumpria medidas cautelares estabelecidas pela a Justiça. Estava em seu poder o projétil de fuzil que matou uma criança de 11 anos, no Bairro Preventório, no dia 14 de maio do ano passado, durante uma mal sucedida operação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE).

Um laudo de micro comparação balística, anexado ao processo que tramita em segredo de justiça, aponta que o fragmento de projétil que atingiu a menina Maria Cauane da Silva, partiu do fuzil que estava cautelado para o Cavi A.Martins, nome de guerra do Militar.

A desastrada ação policial terminou com quatro mortes, entre elas a de Cauna. A menina brincava varanda de uma casa quando foi atingida com um fragmento de munição de fuzil. Segundo o laudo pericial, ao bater num obstáculo, projétil se espatifou, sendo que um estilhaço atingiu a Cauane.

A criança ainda foi socorrida, mas não resistiu ao ferimento. No último sábado(18), um ano e quatro dias depois do caso Preventório, o policial Alan Melo Martins se envolveu em um grave acidente. Ele atropelou um casal que trafegava numa motocicleta na Estrada Dias Martins.
A dona de casa Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, que teve a perna dilacerada, morreu no dia seguinte. O marido, José da Silva e Silva, 48 anos, que conduzia a motocicleta, corre o risco de ter uma das pernas amputadas. As circunstâncias do acidente será esclarecidas após a divulgação da perícia de local. Mas existe a suspeita de que o policial estava sob efeito de bebida alcoólica.

Gladson Cameli exonerou o militar das funções que exercia no Gabinete Institucional (Gabinete do Governador). Ele volta ao quartel e pode perder a promoção de sargento – curso que está em andamento. A major Marta, que responde pelas Relações Públicas da PMAC, disse ao acjornal que a investigação militar é “muito rápida”. Ela estima 15 dias para que as conclusões sejam apresentadas. O militar, segundo as regras da corporação, poderá perder a farda (penalidade mais grave). Segundo Marta, as investigações do IPM – Inquérito Policial Militar – independem do inquérito aberto pela Polícia Civil. 

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