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quarta-feira, abril 14, 2021

“Pai me dá 1 real” promove quebra-quebra, é detido e mulher comove com oração; Estado omisso assiste 400 dependentes espalhados no centro da capital

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Muito são as instituições que se mantém da falácia de Promoção dos direitos humanos, tendo acompanhamento de drogados como atuação prioritária. Mas não se vê um representante de ONG ou outra filantrópica a dar aconselhamentos, seja aos dependentes, seja aos seus familiares.

A exceção são alguns líderes religiosos e voluntários de igreja, que pregam, orientam, nas tardes de sábado, em pontos estratégicos da capital. É possível afirmar que o Governo do Estado e a própria prefeitura fracassaram em suas políticas de assistência aos cidadãos em risco social. 

As instituições pública até debatem muito, mas pouco se concretizam de suas audiências públicas e fóruns que tratam dessa lástima social, chamada recuperação dos dependentes químicos.

A capital Rio Branco vem se transformado em uma verdadeira Cracolândia. Nas noites desertas e escuras, nos arredores da região mais central, em especial nas barbas dos coronéis omissos, enclausurados no quartel da PM, ali, ao lado do Escritório do Governador, em frente á sede do Poder Municipal, no quintal do conselho Tutelar, dentro do prédio onde, por alnos, funcionou a Polícia Federal. 

Ninguém quer enxergar o problema dos usuários de drogas como sendo de Saúde pública e o colocam no mesmo viés do tráfico, o que tem tirado a responsabilidade de encarar o problema que já virou caos social de frente e com as ações que exige.

No meio de quase 400 usuários que vivem nas ruas da capital um é bem conhecido e até é tratado como personagem humorístico por parte da sociedade, que costuma rir quando o drama não está dentro de suas famílias e lares.

O ‘Pai me dar Um Real’ circula a região central da capital, comércios, instituições públicas e ao se aproximar pede uma moeda. Ele vai juntando as doações e de moeda em moeda alimenta o mal contra si, alimenta o mundo do tráfico e estica um índice alarmante de pessoas que abandonaram suas casas, famílias e até o emprego, para viver um mundo incontrolável do consumo de drogas.

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (18), populares chamaram o Ciosp e pediram providências das autoridades para controlar o “Pai me dar um real”. O mesmo se encontrava transtornado pelo consumo excessivo de drogas e apresentava sinais violentos, atirando pedras nas vidraças de lojas, de bancos e até em populares que o ajudavam.

A polícia militar foi acionada e o levou para o PS, para que o mesmo pudesse passar por alguma desintoxicação prévia e com isso se acalmar. Um dos Policiais que atendia a ocorrência lamentou a situação em que a sociedade chegou.

‘É triste atender esse tipo de ocorrência, mas para a gente que trabalha nas ruas isso já virou rotina e infelizmente a sociedade fechou os olhos”, critica o militar. Ele estava comovido. Para ele as instituições de direitos deveriam se voltar mais no acompanhamento do caos social a que Rio Branco chegou. O militar nos serviu da estatística: existem cerca de 400 usuários de drogas nas ruas da capital, entre menores ou não. 

O que está sendo feito mesmo? São seres humanos. Por trás tem alguém que já perdeu a guerra para as drogas e famílias sem saber o que fazer para salvá-los. Nas imagens da abordagem do “Pai me dar um real”, uma senhora evangélica chamou atenção dos curiosos. Ela fez uma oração e afirmou que Deus iria agir na vida daquela alma e o libertária da calamidade social causada pelas drogas.

Que esta imagem possa inspirar o poder público.




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