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quarta-feira, abril 14, 2021

Com tudo na mão, governo do Acre não deslancha; aliados oportunistas já antecipam campanha para 2020

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Faltando mais de três anos para a disputa de 2022, aliados de Gladson Cameli já brigam por disputa da vaga de senado

No Acre predomina a cultura segundo a qual, ao terminar um processo eleitoral, já se inicia o seguinte, seja pelos bastidores da articulação ou na busca de afirmação e marcação de espaço na disputa.

A conclusão que se chega é que a antiga oposição não se preparou para governar, muitos menos formar um grupo de aliança sólida, capaz de se fortalecer para ficar por muitos anos no poder.

Gladson Cameli (PP) e Major Rocha (PSDB), tinham tudo para uma tranqüilidade administrativa. Contam com apoio de 07 (sete) dos 09 (oito) deputados federais, 03 (três) senadores e 18 (dezoito) dos 24 deputados estaduais.

Qualquer aliança desse tamanho poderia muito bem se consolidar a ponto de disputar e ganhar a maioria das prefeituras, vereadores e posteriormente chegar quase imbatível nas eleições de 2022.

Acontece que por terem ficado dispersos, em constantes derrotas para o PT, não se adaptaram a nova plataforma, que é governar em grupo e com a unidade no centro do projeto, que aliás é algo que só seria possível se o dono da caneta; no caso o Governador Gladson Cameli tivesse o pulso firme para saber utilizá –la.

O governo ainda nem engrenou como se diz no popular e as discussões no palácio Rio Branco é de disputa entre as siglas que tem a missão de fazer o governo dar certo, afinal é preciso reconhecer que ainda não deu.

Já tem senador eleito planejando disputar o governo em 2022, sem sequer considerar se o governador Gladson irá ou não para reeleição. Tem ao menos três aliados importantes de Gladson pleiteando a vaga de senado, que hoje é ocupada por Mailza Gomes (Progressistas), ela que assumiu a vaga por ser suplente de Gladson.

Essa guerra tende aumentar, pois a própria senadora Mailza já afirmou ter pegado gosto pela cadeira e já se articula para reeleição. Por outro lado o MDB que tem um grande espaço de cargos e duas secretarias no governo, já anunciou o nome da deputada federal  Jéssica Sales, que tem o pai, Vagner, como o articulador político do projeto familiar.

Para aumentar ainda mais a confusão, o prefeito de Cruzeiro do Sul Ilderlei Cordeiro também do Progressistas, decidiu anunciar que pretende colocar seu nome na disputa pela concorrida vaga.

Ilderlei tem dito abertamente que se sente preparado para tal, pois goza de credibilidade entre os principais dirigentes políticos da aliança e que já tratou do assunto com os senadores Márcio Bittar – MDB e Sérgio Petecão – PSD, além de prefeitos e outros deputados federais.

Ilderlei sequer tem certeza da reeleição, pois tem dificuldades de recuperar a popularidade perante os cruzeirenses e já entra na confusão, para responder as articulações de Vagner Sales, seu maior algoz na política local.

Isso sem falamos das movimentações do vice Major Rocha, que acompanha tudo do ninho tucano. O certo é que o governador precisa acordar, pois essa disputa antecipada trás um ambiente ruim ao governo e dificilmente trará um ambiente de unidade para fazer o governo dar certo.

Certa vez o ex-prefeito Vagner Sales disse o seguinte:

“A nossa oposição parece um balaio de gatos”.

Ele tinha razão




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