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segunda-feira, outubro 19, 2020

Preso, maior contrabandista de imigrantes do mundo tem linha direta com taxistas do Acre

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Natural de Bangladesh, Saifullah al Mamun foi um dos oito presos na operação da Polícia Federal contra contrabando de migrantes executada na última quinta-feira 31. Ele, que é apontado como o maior contrabandista de migrantes do mundo, estava na lista da Interpol e teve sua prisão decretada nesta semana nos Estados Unidos. A rede controlada por Manun tinha uma espécie de linha direta com taxistas do Acre, de acordo com publicação do estadão reproduzida pela Revista Veja.

Em depoimento às autoridades americanas, os migrantes disseram que entram no Brasil pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, com passaportes e documentos falsos. Saifullah oferecia até mesmo o registro de imigrantes (RNE) falsificado.

“Os migrantes contrabandeados eram, então, transportados até o Acre, segundo a PF. Nesse momento, os contrabandistas de São Paulo fazem contato com os taxistas de Rio Branco via aplicativos de conversa (WhatsApp, Telegram, Imo, Messenger etc.), e encaminham fotos dos migrantes para que os taxistas possam reconhecê-los no desembarque e levá-los até a fronteira do Brasil com o Peru, diz Veja.

Em seguida, eles atravessavam os seguintes países: Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México.

Detido no Brás, região central de São Paulo, Mamun é suspeito de chefiar um esquema ilegal que levava sul-asiáticos aos Estados Unidos, passando pelo Brasil. Pela rota, cobrava de cada pessoa 47 mil reais, segundo apurou a Polícia Federal.

A jornada era cheia de riscos, na floresta. “Na região da fronteira da Colômbia com o Panamá, os migrantes atravessam a Selva de Darién, por cerca de cinco a dez dias a pé, enfrentando diversos perigos, como onças, animais peçonhentos e narcotraficantes.”

Já na fronteira do México com os Estados Unidos, os migrantes corriam o risco de ser sequestrados pelos cartéis mexicanos. Dentre aqueles que chegam ao destino final, os Estados Unidos, muitos podem ser presos por imigração ilegal.

A operação da PF contou com técnicas especiais de investigação, dada a complexidade dos fatos sob investigação. “Em especial a cooperação policial e jurídica internacional, ação controlada, quebra de sigilo bancário, interceptação telefônica e a busca e apreensão de e-mails dos investigados.”

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o grupo teria utilizado diferentes estratégias para lavar US$ 10 milhões que movimentou no País entre 2014 e 2019, entre elas: uso de ‘laranjas’; saques e movimentações em espécie; transferências, saques e movimentações de valores fracionados; e operações de dólar-cabo.

Em agosto último, a PF deflagrou a Operação Big Five, que já mirou uma organização no Brás que atuava no contrabando de migrantes vindo da África Ocidental para os Estados Unidos. A Procuradoria denunciou três integrantes da organização, que acreditava contrabandear de 30 a 50 pessoas mensalmente pelo País.




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