Sem a reforma da Previdência, a saída é pedir intervenção federal, lamenta governador do Acre

Sem a “necessária” reforma da previdência, o governador pedirá intervenção federal no Acre. O próprio Gladson Cameli admitiu e lamentou esta possibilidade. E foi além:  “ninguém poderá dizer que faltou diálogo. Ninguém poderá usar o argumento de que os sindicatos e os trabalhadores não tiveram tempo para conhecer as regras da reforma. Eu tenho lutado desde janeiro para ajustar as contas públicas. A previdência, hoje, do jeito que está, vai consumir em muito pouco tempo o que nos resta de previsão para Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e outras prioridades. Quem torce contra a reforma está fazendo mal a centenas de milhares de acreanos”, declarou Gladson Cameli.

O governador mais uma vez disse que não vai politizar o assunto. Ele lembrou que até mesmo os novos policiais civis e militares, que estão em formação, teriam suas nomeações inviabilizadas. “Isto não é chantagem. Quem me conhece sabe que eu jamais faria jogo sujo ou trataria um tema tão essencial com desmerecimento. É preciso olhar o futuro com responsabilidade. A reforma foi concebida de acordo com as regras aprovadas no Congresso Nacional e, no caso do Acre, nós temos a sensibilidade de que alguma coisa poderá ser alterada em comum acordo com os trabalhadores.

A proposta será votada somente no dia 26 deste mês. Até lá, muitas reuniões e tira-teima entre deputados, sindicalistas e servidores públicos.