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segunda-feira, outubro 19, 2020

Editorial: O lobby de Kátia Rejane, que deu abrigo a mais de 60 petistas dentro do Ministério Público do Acre. Merece ser reconduzida?

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Katia Rejane teve uma grande votação por motivos óbvios: ela detém, sob seu comando, 41 cargos comissionados que são ocupados por procuradores ou promotores. Ou seja: ela já saiu na disputa com uma vantagem numérica expressiva, tendo conquistado, em complementação, apenas 16 votos.

Isso se deve também ao fato de que ela, ao pedir voto para si, acabava pedindo votos para outros nomes, para que figurassem na lista tríplice juntamente, com ela, nomes que, segundo ela, são parte de sua equipe. Com um diferencial: não gozam de influência política junto à Casa Civil do Governo do Acre. Foi fácil para kátia ser mais votada.

E mais: na antevéspera da votação da LDO, já vislumbrando o cenário em seu favor (lista tríplice) se apresentou ao governo como pacificadora, assumindo posição de aliada, ainda que esse gesto tenha desagradado os chefes dos demais poderes.

Fez lobbye para formar chapinhas na votação interna do MPE e, assim, dividiu votos entre Cosmo de Souza, Rita de Cassia, Alessandra Marques, Carlos Maia e tantos outros…

Pertence ao mesmo grupo Sammy Barbosa, Oswaldo D´Albuquerque, Patrícia Rêgo,

Agiu como madrinha daqueles que, com a derrocada do PT e sua desastrosa gestão, ao longo de 20 anos, encontraram abrigo exatamente sob a sua administração. Ao menos 60 deles, após serem exonerados pelo governador Gladson Cameli, foram imediatamente reaproveitados em postos bem remunerados no MP.

Famosa pela ostentação no comando do órgão, o MP se tornou, nos últimos anos, uma extensão da Casa Civil dos Governos petistas, alocando inúmeros apadrinhados.
Em 2019, com a eleição de Gladson Cameli, o Ministério Público passou a ser o último grande reduto petista no Acre, acomodando nomes como: Marian Viana (Filha do Ex-governador e do Ex-Senador Jorge Viana); Andréia Forneck (esposa de Ex-Vereador Gabriel Forneck (PT) e braço direito de Marcos Alexandre na Prefeitura de Rio Branco);
Iracema Moreno (irmã de Sawana Carvalho, ex-secretária de Gestão Administrativa);
Walnizia Rodrigues (Ex-esposa do ex-Deputado Lourival Marques e Ex-Assessora da Ex-Primeira Dama do Estado, Marlucia Cândida); e Solange Chalub (Ex-diretora de Patrimonio da SGA na Administração de Sawana Carvalho).

E não param por ai as circunstâncias que garantiram a efetivação de Katia Rejane na lista tríplice. O uso da maquina pública viabilizou a façanha, tendo ela garantido sua votação na estratégia de pulverização de “chapas” com nomes que ela acreditava que não significariam ameaças à sua recondução.

Não é esse o nível de resolutividade que se espera de uma instituição historicamente desacreditada.

É uma guerra travada por muitas mãos o desafio por um MP, de fato, combativo, que represente o povo.

É preciso que seu gestor maior tenha, acima de tudo, visão de futuro, de mudança

O aparelhamento institucional criado desde que a cadeira 1 do MP era indicação de Jorge, Binho e Tião implementou a mesma estratégia petista de governar. Lotear as instituições públicas, trocando cargos comissionados pela garantia de lealdade e fidelidade de membros e servidores, parece ainda ser um câncer.

Ao governador Gladson Cameli cabe refletir, e muito, afim de que grupo político dominantes como o de Kátia Rejane, prima da ex-vice governadora do Acre, Nazareth Araújo (PT), não se perpetuem.

Não se pode mais admitir a máxima do “meu voto, seu cargo”.

Que a escolha seja a mais sensata e menos danosa para o Acre e os acreanos !!




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