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domingo, fevereiro 28, 2021

17 pistas clandestinas: Bolsonaro foi avisado, mas AC continua sem aparato marítimo e aeronáutico nas fronteiras

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O ministro Sérgio Moro foi comunicado da existência de 17 pistas clandestinas onde embarcam e desembarcam armas e drogas que, possivelmente, estão abastecendo as facções nas áreas urbanas e rurais do Acre. O levantamento foi feito pelo Estado, em parceria com instituições co-irmãs, e apresentado, também, ao presidente da República.

A única movimentação de combate ao narco negócio nas fronteiras com Peru e Bolívia foi o envio de 64 homens, da|Força Nacional que estão distribuídos de forma mal planejada em suporte à Polícia Federal em Plácido de Castro e Assis Brasil. Esse efetivo se atém a apreender quantidades pouco expressivas de entorpecentes nas estradas que ligam a capital a Brasiléia, e dando ordens de prisão a mulas do tráfico, sem que haja resultado prático nas supostas investigações contra os grandes traficantes da região, infiltrados no estrangeiro ou no lodo brasileiro.

“Esse efetivo poderia reforçar as forças de segurança ligadas ao Estado, inclusive o Gefron, mas não se sabe por quais razões esta decisão não saiu ainda. Nos parece haver uma força estranha pouco preocupada em fazer a União assumir, de fato, a sua obrigação. Não há omissão do Estado, pode anotar. O que existe é um descaso secular com aquilo que todos nós sabemos que acontece: a entrada de armas e drogas por esse largo e desprotegido corredor no qual nós habitamos”, criticou uma fonte ouvida pela reportagem neste domingo.

O Acre permanece desguarnecido nas fronteiras, sem a incursão forte da Polícia Federal, envolta a desgastes administrativos e a frente troca de gestores. Aliado a isso, rios, igarapés e acessos terrestres construídos pelos criminosos continuam sendo abertos indiscriminadamente.

“Somos discriminados, e isso não é desculpa pra nada. Não há base da Aeronáutica capaz de dar o suporte que as fronteiras necessitam. Não temos batalhão marítimo sequer pra obrigar um piloto de jet sky a usar colete salva vidas.

De férias, e cuidando da saúde de um filho fora do estado, o secretário Paulo Cezar entende que a fuga de faccionados brasileiros de um presídio paraguaio é motivo de preocupação. Ele fez uma leitura parecida sobre o tema. “Não é assunto para deixar na gaveta. A União não tem feito a sua parte e o Governo do Acre espera isso o quanto antes. Há uma guerra entre grupos criminosos com ramificações de Norte a Sul. Aqui, estamos fazendo um enfrentamento diário, nós enquanto estado não podemos assumir obrigações de Soberania Nacional”.

 




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