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domingo, fevereiro 28, 2021

Em 3 anos e um mês, facções mataram 592 na capital; Estado recolhe os corpos e prefeitura enterra

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De 2016 até novembro do ano passado o poder público 540 pessoas foram executadas na guerra entre facções somente em Rio Branco. Somado a esse número, total, ainda se acrescenta mais 22 mortes ocorridas no mês de dezembro e as 30 (não atualizado) registradas na primeira quinzena de Janeiro de 2020.

Os mortos foram sepultados no cemitério público de Rio Branco Jardim da Saudade, localizado no Bairro Tancredo Neves, periferia da capital acreana, onde o custo de um enterro é bem menor.

“O cemitério aqui é da prefeitura, então, no primeiro momento, não há necessidade de pagar pela terra. Mas depois de 5 anos, se a família não comprar o lote a gente arranca a ossada para dar lugar a outro sepultamento”, diz o coveiro.

Já o custo do caixão, higienização do corpo e translado até o cemitério sai tudo do bolso do contribuinte, mediado pelo Serviço Social da prefeitura.

“Para você ver como são as coisas nesse país. O Estado, que recebe recurso do governo federal e tem a obrigação, por lei, de evitar a criminalidade, não consegue cumprir com suas obrigações e a prefeitura que não tem nada a ver com isso é quem paga o enterro das vítimas”, disse ao acjornal um assistente social do município.

Em todos os casos as famílias dos mortos recorrem ao pode público para fazer o enterro porque as vítimas são, declaradamente, pobres, sem renda fixa. E as famílias, na mesma situação de baixa renda, alegam não ter condições de fazer o sepultamento.

Nesse tipo de situação, comprovada em lei, a prefeitura passa a ter a responsabilidade social e humanitária.

De 2016, para cá, o poder público municipal já gastou mais R$ 500 milhão de reais com o sepultamento das vítimas – algo em torno de 702 mil reais anuais, que dariam para construí mais dois postos de saúde para atendimento à população nos bairros mais distantes do centro da cidade.




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