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domingo, fevereiro 28, 2021

Cidadão também é responsável pela sua segurança, alerta especialista

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Na segunda reportagem da série sobre a violência no Acre, Andrias Wolter Sarkis, Advogado, Especialista em Gestão de Segurança Pública e Direitos Humanos pela Universidade Federal do Acre, diz que “o cidadão é também responsável por sua segurança, embora, legalmente, é o Estado quem tem o dever de mantê-la”.

“A Constituição Federal prever que a Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos e, desse modo, o que cada um de nós devemos fazer para preservarmos nossa própria segurança está restrito à práticas pessoais ou que visem a manutenção da segurança de um grupo familiar”, destaca ele. Leia outros trechos da entrevista:

“O que devemos ter em mente é que cada um deve planejar seus protocolos de segurança se baseando na sua rotina, onde mora, locais que frequenta, caminhos que trafega. É necessário que o indivíduo mantenha a atenção em semáforos, ao andar por ruas pouco movimentadas, sobretudo no período noturno, em paradas de ônibus e até mesmo quando estiver em frente de sua casa. Perceber ameaças com antecedência é crucial para se evitar que o crime aconteça e se manter alerta, longe de distrações é essencial. Algumas dicas importantes também são: se manter longe do telefone celular durante a direção de veículos, sobretudo quando estacionado ou em semáforos; quando entrar no carro, não ficar por muito tempo estacionado e logo tentar sair de onde está; não tomar caminhos (atalhos) por bairros que não conhece, sobretudo no período noturno; manter a atenção quando da chegada em casa, principalmente na entrada de garagens e ao perceber alguma presença estranha, tentar permanecer circulando com o veículo até que considere o lugar seguro; reforçar as entradas de casa, com grades e trancas seguras, principalmente àquelas anti arrombamento e nunca é demais destacar que um bom sistema de segurança não é necessariamente o mais caro, mas sim aquele que vai trazer maior dificuldade para um possível invasor, de modo a fazer com que desista de suas intenções; e nunca é demais destacar que, diante dos dias que vivemos, deve-se ostentar o mínimo possível, de modo a tentar não chamar atenção.Essas são apenas algumas sugestões, mas que podem ser complementadas com diversas outras ações que manterão a segurança, destacando que, mesmo com tantos problemas, a população pode e deve confiar nas forças policiais e devemos evitar vincular a atuação dos policiais com a política que envolve o sistema”.




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